Delcídio: leilão de Libra marca uma nova era para o País

Segundo o senador, a presença de apenas um consórcio não diminui a importância do leilão.

:: Da redação21 de outubro de 2013 20:41

Delcídio: leilão de Libra marca uma nova era para o País

:: Da redação21 de outubro de 2013

 

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“A economia vai ser movimentada de tal
forma que o setor de serviços tende a dar
um salto considerável, porque vai gerar novos
postos de trabalho e isso implica em
investimentos na qualificação dos trabalhadores”

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) afirmou que será desafiador para o consórcio vencedor do leilão do Campo de Libra, na Bacia de Santos (SP), a exploração numa extensa área abaixo da camada do pré-sal, em águas profundas, e que, além disso, irá requerer um esforço logístico sem precedentes no mundo. “O leilão é um divisor de águas e marca uma nova era para o Brasil, não apenas por causa do modelo de partilha, mas pelo esforço exploratório, em pesquisa, em aquisição e contratação de equipamentos que vão movimentar a economia. A área de logística, por exemplo, exigirá investimentos pesados, porque não é para qualquer empresa petrolífera explorar petróleo na camada do pré-sal e ainda mais num campo a 300 quilômetros da costa”, afirmou.

Segundo o senador, ex-diretor da Petrobras, a presença de apenas um consórcio não diminui a importância do leilão. As empresas que participam do consórcio, como a Petrobras, as europeias Shell e Total e as chinesas CNPC e CNOOC estão entre as maiores petrolíferas do mundo. “Com esse resultado do leilão e com o que o consórcio vai obter quando a exploração for iniciada, tudo indica que essas empresas vão crescer mais ainda. O importante, também, é que os investimentos previstos vão movimentar significativamente a economia, em especial o setor de serviços. Portanto, podemos dizer que estamos diante de um novo momento que será muito próspero aos brasileiros”, destacou.

Mas Delcídio do Amaral observou que a execução do modelo de partilha de produção vai definir se mudanças nas regras são ou não necessárias. “O Governo deverá analisar se vamos precisar fazer ajustes na lei de partilha que estabelece a Petrobras como operadora exclusiva e detentora de uma participação mínima de 30% nos consórcios. Outra questão que vamos acompanhar diz respeito ao papel que a Pré-Sal S.A. vai exercer, porque mesmo sem alocar recursos terá o poder de veto sobre determinadas situações”, disse.

De maneira geral, a ausência de outros grupos, na avaliação do senador, decorreu de decisões internas, principalmente pelo volume de investimentos exigidos de início, algo em torno de R$ 100 bilhões. “O projeto do Campo de Libra é tão expressivo que o consórcio fará encomendas de 12 a 18 plataformas, de 60 a 90 barcos de apoio e diversos helicópteros. A economia vai ser movimentada de tal forma que o setor de serviços tende a dar um salto considerável, porque vai gerar novos postos de trabalho e isso implica em investimentos na qualificação dos trabalhadores. O maior benefício para a sociedade brasileira é que 75% dos royalties vão seguir para a educação e 25% para a saúde. É por essa razão que o leilão de Libra é um divisor de águas”, salientou.

Marcello Antunes

 

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