Desenvolvimento Social libera R$ 138,3 milhões para combater efeitos da seca

:: Da redação6 de junho de 2012 14:08

Desenvolvimento Social libera R$ 138,3 milhões para combater efeitos da seca

:: Da redação6 de junho de 2012

O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), por meio de parceria com a rede de Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), liberou R$ 138,3 milhões para a construção de 33.400 cisternas, num total de 41.030 obras de combate à seca na região do Semiárido. Os recursos serão aplicados no Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC). A ação ainda prevê a construção de poços e represas para o armazenamento de água voltado para a produção de alimentos e criação de animais pelo Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2).

A medida deve beneficiar diretamente 46.430 famílias agricultoras, escolhidas por comissões municipais. As obras serão executadas por organizações contratadas pela ASA, nos 253 municípios onde atua. Cerca de 2.500 empregos devem ser gerados no período de vigência das obras, sendo 2 mil vagas só para pedreiros. A previsão é que as obras fiquem prontas em sete meses.

“Trabalhamos com oito tipos de tecnologias sociais para a captação de água, desde a perfuração de cisternas a construções de cisternas de calçadão, que é basicamente a construção de uma calçada de 200 m², que leva a água da chuva direta para uma cisterna. Essa água fica destinada à produção agrícola e para a criação de animais”, disse a coordenadora nacional da ASA, Cristina Nascimento.

O coordenador geral do Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá, Alexandre Henrique Bezerra, um dos parceiros executores da ASA, explicou que os pedreiros são agricultores qualificados nas próprias comunidades. “São jovens, mulheres e homens que, durante uma semana, aprendem a construir as placas das cisternas, nivelar a terra, colocar calhas nos telhados para captar água. Eles são orientados por agricultores que fizeram o curso anteriormente”, disse.

cisterna2Para Bezerra, investimentos como esse são importante porque possibilitam a expansão das economias locais, assim como a manutenção financeira das famílias durante o período de baixa produção de alimentos.

“Essas construções possibilitam uma injeção de recursos na cidade, o que gera uma boa perspectiva, afinal, os materiais de construção são comprados na cidade e a remuneração dos trabalhadores vai para o comércio local”, disse Bezerra. Cada pedreiro recebe pela construção de uma cisterna de 52 mil litros R$ 720 e, por uma de 16 mil litros, R$ 252,50.

A ASA é uma rede formada por cerca de 750 organizações da sociedade civil que atuam na gestão e desenvolvimento de políticas de convivência com a região semiárida.

(Agência Brasil)

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