Dilma: “Brasil colherá em 2013 os frutos da trajetória de 2012”

:: Da redação20 de dezembro de 2012 15:37

Dilma: “Brasil colherá em 2013 os frutos da trajetória de 2012”

:: Da redação20 de dezembro de 2012

Segundo ela, o ano que vem será de resultados das ações implementadas em 2012 para diminuir o custo Brasil, tornar a economia mais competitiva e estimular investimentos.

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta quinta-feira (20), durante anúncio do pacote para o setor aeroportuário, que 2013 será um ano de resultados das ações implementadas pelo governo em 2012 para diminuir o custo Brasil, tornar a economia mais competitiva e estimular investimentos. “Acredito que, além de um feliz Natal e um prospero Ano-Novo, vamos ter um 2013 no qual vamos colher todos os frutos dessa trajetória que foi 2012”, disse. “Teremos um 2013 de crescimento e avanço da nossa economia. Queremos um crescimento sustentável, que seja constante”, completou.

Essa foi a resposta da presidenta ao ser questionada sobre a previsão do Banco Central para o crescimento do País neste ano, reduzida de 1,6% para 1%.

Dilma disse que espera, para o próximo ano, um “pibão grandão”. Segundo ela, o Governo concluiu hoje uma reestruturação logística do País, com o lançamento do pacote para a aviação, após já terem sido concedidos incentivos aos setores portuário, ferroviário e rodoviário.

A presidenta disse que o governo está melhorando o ambiente de negócios no Brasil, que deve desencadear um “imenso” avanço nos investimentos produtivos. Além dos investimentos em logística, outros marcos destacados por ela foram a redução das tarifas de energia para o próximo ano e a estabilização da taxa de câmbio em um patamar mais real. “Reafirmo aqui nosso objetivo de tornar a carga tributária muito menor no País”, disse Dilma.

Economia
A atividade econômica do país apresentou alta de 0,4% em outubro na comparação com setembro, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica divulgado nesta quinta. Em relação a outubro de 2011, a alta foi de 1,8%, a maior neste tipo de comparação em 14 meses.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o resultado apresentado pelo indicador em outubro “aponta para uma aceleração, embora ainda modesta, do ritmo do crescimento econômico neste último trimestre de 2012”. O crescimento da atividade econômica em outubro foi liderado pela expansão de 2,9% (na comparação mensal) dos investimentos, que subiram 1,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

“É de extrema importância que estes investimentos se mantenham em alta para conferir consistência à retomada do crescimento econômico que se esboça neste quarto trimestre de 2012”, afirma a Serasa, em nota.

Segundo a entidade, tanto o consumo das famílias quanto o consumo do governo tiveram alta de 0,4%. As exportações também registraram comportamento positivo, com alta mensal de 0,5% em outubro. Já o setor agropecuário registrou recuo de 0,4% em relação ao mês de setembro. O setor de serviços e a indústria tiveram alta, com expansões mensais de 0,5% e de 1,0%, respectivamente.

Crescimento
O Banco Central divulgou a redução da previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano a 1%, ante 1,6%.

Para 2013, no entanto, a autoridade monetária vê recuperação da economia, e calcula que, em quatro trimestres, o PIB crescerá 3,3% no terceiro trimestre do próximo ano. “A economia brasileira segue em recuperação, conforme evidenciado pela evolução das taxas de crescimento trimestrais do PIB na margem. Esse processo tende a ser intensificado em 2013, em parte, em decorrência de impactos cumulativos das ações de política recentemente implementadas”, informou o BC.

Arrecadação
A Receita Federal informou também nesta quinta que a economia do País registrou em outubro maior alta em mais de um ano. O Governo Federal arrecadou R$ 83,707 bilhões em impostos e contribuições em novembro, com alta de 0,45% sobre igual mês do ano passado.

No acumulado de 2012, a arrecadação chegou a R$ 926,014 bilhões no mês passado, ainda segundo a Receita.

Em outubro, a arrecadação havia ficado em R$ 90,516 bilhões.

Com agências online

Leia também