Dilma critica o absurdo do TCU paralisar obras e provocar gastos

:: Da redação8 de novembro de 2013 16:41

Dilma critica o absurdo do TCU paralisar obras e provocar gastos

:: Da redação8 de novembro de 2013

 

“Depois ninguém repara o custo. Para e ninguém ressarce
o que foi perdido. Mas vai ficar pronta e vamos inaugurá-la” (PR)

A presidenta Dilma Rousseff criticou a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) de paralisar sete obras pagas com recursos federais. “É absurdo paralisar uma obra. É algo extremamente perigoso. Depois ninguém repara o custo. Para e ninguém ressarce o que foi perdido. Mas vai ficar pronta e vamos inaugurá-la”, afirmou, referindo-se à pavimentação da BR-448, a Rodovia do Parque, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Dilma foi ao Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (8) para inaugurar uma nova plataforma de petróleo.

A presidenta destacou que a BR-448 é essencial para desafogar o trânsito entre Sapucaia do Sul e Porto Alegre, melhorando a mobilidade na região metropolitana da capital gaúcha. A estrada está sendo construída com a ajuda de recursos federais e é administrada pelo estado. A conclusão da obra está prevista para o fim deste ano.

Na última quarta-feira (7), o TCU aprovou uma recomendação ao Congresso de paralisação de sete obras executadas com recursos do governo federal, em decorrência de irregularidades encontradas durante fiscalização.

Plataforma
Durante a inauguração da plataforma P-58, a presidenta destacou os desafios que a indústria naval brasileira vai enfrentar nos próximos anos, para atender à demanda por plataformas de exploração de petróleo. “Nós temos de ser capazes de produzir com prazo e qualidade esses navios, plataformas. Vamos ter de dar conta. Nesse Campo de Libra, só para terem uma ideia, teremos entre 12 a 16 plataformas”, afirmou, referindo-se à exploração na camada pré sal.

Dilma lembrou a luta para reerguer a indústria naval e afirmou que se hoje o Brasil tem uma das menores taxas de desemprego no mundo, com situação de quase pleno emprego, é porque várias indústrias foram retomadas, inclusive a indústria naval.

“A gente fica muito feliz quando vê uma coisa pela qual se lutou, que diziam que não era possível, que falavam que eu e a Graça Foster estavam doidas. Quando começamos um processo de discussão sobre produzir no Brasil aquilo que fosse possível, principalmente sobre a indústria naval. Era 2003, nunca canso de contar isso. Era ministra de Minas e Energia do Lula. A Graça era secretária de Gás e Petróleo. A nós duas foi dada a tarefa de que tinha que construir plataforma no Brasil. É bom lembrar que naquele momento não tinha plataforma construída no Brasil. A indústria naval, que tinha sido uma indústria forte no Brasil, praticamente tinha desaparecido. Achávamos absurdo que não fosse possível construir plataforma e navio no Brasil”.

Aos trabalhadores da P-58, a presidenta citou a lei que garante recursos do petróleo para a educação e saúde e disse que eles, ao ajudar a tirar o petróleo do mar, também estão contribuindo para tornar a educação uma alavanca para o desenvolvimento do país.

“Educação é algo que pode transformar o nosso país. Isso vocês são responsáveis, porque são vocês que estão viabilizando que esse país possa usar essa imensa riqueza que é Libra pra investir em educação. Digo isso porque acho que tá tudo ligado. O petróleo tem que ter conteúdo nacional. O petróleo tem de virar a maior força e crescimento para o Brasil, melhorar nossa balança comercial. Pode também transformar esse país em desenvolvido e que as pessoas tenham acesso a coisa mais importante que é o conhecimento”, disse.

 

Com agências online

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