Dilma destaca parcerias entre prefeituras e governo para setores prioritários

:: Da redação13 de agosto de 2013 18:53

Dilma destaca parcerias entre prefeituras e governo para setores prioritários

:: Da redação13 de agosto de 2013

No interior de São Paulo, presidenta lista setores como saneamento, saúde e mobilidade urbana como desafios a enfrentar

 

“O total de financiamento hoje para municípios monta
hoje a R$ 125 bilhões em obras de infraestrutura urbana”

Investir no trabalho parceiro entre prefeituras e o Governo Federal em setores como saneamento básico, saúde e mobilidade urbana é o grande desafio a ser enfrentado a partir de agora. Essa é a avaliação da presidenta Dilma Rousseff. Em visita à Itapira (SP), para a inauguração da nova fábrica de biotecnologia e ampliação da farmoquímica do Complexo Industrial Cristália, em Itapira (SP) nesta terça-feira (13), Dilma citou o investimento federal de R$ 125 bilhões especificamente para os municípios.

A presidenta também falou sobre outra verba: a liberação de R$ 3 bilhões para ajudar as administrações municipais no custeio de pessoal e para compra de materiais. O Minha Casa, Minha Vida também foi citado pela presidenta, que determinou, na XVI Marcha dos Prefeitos, no início de julho, o fim dos sorteios para que as cidades menores pudessem oferecer projetos de moradia para a população. Metade dos recursos deve ser liberado nos próximos dias.

No que se refere à mobilidade urbana, Dilma anunciou investimentos de R$ 50 bilhões para convênios com prefeituras e governos estaduais. Um levantamento publicado hoje pelo jornal Valor Econômico, mostra que estados e municípios apresentaram à União projetos de transportes que somam R$ 75,4 bilhões – cifra que revela a correção na iniciativa da presidenta diante da demanda vinda das manifestações de junho.

Os recursos serão do Orçamento Geral da União (OGU) e de financiamentos da Caixa Econômica Federal (CEF), por meio do repasse de recursos do FGTS, com taxas subsidiadas. Ainda segundo a reportagem do Valor, para Maurício Muniz, secretário do PAC, o fato de os pedidos terem superado o valor prometido pela presidente cria “um bom problema” e o anúncio de R$ 50 bilhões não deve ser visto como amarra. “Se houver mais propostas bem estruturadas, o volume de recursos pode ir além do (anúncio) original”, afirma. Segundo ele, os projetos serão selecionados ainda este ano.

Financiamento para os municípios
A presidenta explicou a questão dos financiamentos para infraestrutura dos municípios, feitos pelo BNDES com juros mais baixos. “O total de financiamento hoje para municípios, para todos os municípios do Brasil, monta hoje a R$ 125 bilhões em obras de infraestrutura urbana, as mais variadas. Uma parte, para os municípios com mais dificuldades, é o orçamento, mas geralmente, é uma combinação dos dois, uma mistura, o dinheiro é mais barato, que não custa, com o dinheiro do financiamento”, explicou.

E esclareceu que uma parcela muito importante desses recursos é destinada ao saneamento – esgoto e água tratada – para isso são R$ 28 bilhões. “Para a infraestrutura viária – porque nós também estamos financiando estrutura viária, tanto para mobilidade urbana também, quanto pavimentação – são R$ 15 bilhões para urbanização”, detalhou.

E lembrou que, neste momento, há um processo de seleção aberta a todos municípios de R$ 31 bilhões para pavimentação, para saneamento, para centros de iniciação integrada de artes e esportes, para postos de saúde, para quadras esportivas e para cidades digitais.

Mais médicos
Dilma voltou a destacar que a falta de médicos em diversos municípios do Brasil é um problema nacional. “Não faltará vontade política para resolver a questão”, assegurou. “Nós temos o desafio urgente de eliminar os vazios assistenciais que existem no Brasil. Em 700 municípios, não há um único médico. Em 1.900 há menos de um médico por 3 mil habitantes. E o governo federal tem consciência que nós precisamos aumentar o número de profissionais na periferia das grandes cidades, no interior do país e nas regiões Norte e Nordeste”, afirmou Dilma.

Para demonstrar que o problema atinge o País como um todo, Dilma citou como exemplo o estado de São Paulo, que, embora seja o mais rico, precisa de mais profissionais médicos, já que quase metade dos municípios paulistas – 309 dos 645 – aderiram ao programa Mais Médicos,

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 “Nós temos que nos capacitar para produzir no Brasil
 e isso implica a capacidade de combinar as condições
 de produção interna, local, com a importação da parte
 que nos interessa”

pedindo 2.197 médicos. “Esses números mostram que a falta de médico é um problema nacional e que atinge até mesmo o estado mais rico do nosso País”, demonstrou a presidenta.

Produção local
Dilma enfatizou a importância da inovação para o desenvolvimento do Brasil. Para a presidenta, o Complexo Industrial Cristália é um exemplo de como o investimento em pesquisa pode ajudar o País. Atuando em conjunto com 31 laboratórios públicos, produzirá biofármacos para o combate ao câncer, fornecendo medicamentos para o Sistema Único de Saúde e diminuindo os gastos do governo na compra de remédios.

“Nós consideramos que, hoje, o Brasil tem que dar esse passo. Então, política de desenvolvimento produtivo significa que nós temos que nos capacitar para produzir no Brasil e isso implica a capacidade do Brasil de combinar as suas condições de produção interna, local, com a importação da parte que nos interessa”, explicou.

Em entrevista à Rádio Clube de Itapira, a presidenta explicou que a Cristália é 100% uma empresa brasileira, com capacidade de pesquisa e desenvolvimento científico e transfere essa produção, com essa qualidade para o sistema SUS. A presidenta citou entre os medicamentos que serão produzidos os remédios para tratamento de diversos cânceres.

Com informações do Blog do Planalto e do Valor Econômico
Fotos: Presidência da República

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