Dilma quer transformar o Brasil numa “potência pesqueira”

Com a maior reserva de água doce do mundo e mais de 8 mil km de costa, o Governo pretende investir R$ 4,1 bilhões e dobrar a produção nacional.

:: Da redação25 de outubro de 2012 17:18

Dilma quer transformar o Brasil numa “potência pesqueira”

:: Da redação25 de outubro de 2012

A presidente Dilma Rousseff oficializou, nesta quinta-feira (25/10), em cerimônia no Palácio do Planalto, a ambiciosa meta de transformar o Brasil em uma potência pesqueira. Com a maior reserva de água doce do mundo e mais de oito mil quilômetros de costa, o Governo Dilma pretende investir R$ 4,1 bilhões, até 2014, e dobrar a atual produção nacional – o País deverá alcançar 2 milhões de pescada por ano. Esses investimentos fazem parte do novo Plano Safra da Pesca e Aquicultura. “Recursos não vão faltar, se forem aplicados de forma produtiva e efetiva”, afirmou a presidente. “Nós estamos dando uma formalização à atividade da pesca. O grande objetivo desse plano é criar condições objetivas para transformar esse nosso imenso potencial em atividade econômica competitiva e lucrativa. Portanto, crescer em trabalho e renda para milhões de brasileiros e brasileiras”, completou.

Entre as iniciativas do plano, estão crédito com juros mais baixos, prazos de carência maiores e ampliação dos limites, aos produtores; desoneração de toda cadeia produtiva; assistência técnica; fortalecimento do cooperativismo; disponibilização de equipamentos; renovação das embarcações; modernização da indústria e do comércio do pescado; além de investimentos em ciência, tecnologia e inovação. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também lançará uma linha de crédito especial com melhores condições para o desenvolvimento do setor.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, destacou que o plano atende às necessidades do setor pesqueiro. Crivella observou que embora o Brasil possuam “a maior reserva de água doce do mundo, oito mil quilômetros de costa, metade dos pescadores brasileiros dependem do Bolsa Família”.

Atualmente, a aquicultura no País cresce 15% ao mês, mas ainda está longe de sua capacidade. A China, maior produtor do mundo, tem menos da metade de áreas de produção que o Brasil e produz cerca de 60 vezes mais.

Segundo Dilma, o programa deve beneficiar cerca de 380 mil famílias que estão nos mangues ou nas comunidades ribeirinhas e ainda vivem na pobreza extrema. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) vai comprar até 20 mil toneladas de pescado por ano dos produtores.

“Vamos comprar pescado e, com isso, estaremos dando duas contribuições: criar demanda para o setor de pesca e aquicultura e, depois, introduzir, por exemplo, na alimentação das nossas crianças uma fonte de proteína da mais alta qualidade e melhorar os hábitos alimentares da população brasileira, porque é fundamental consumir peixe”, ressaltou.

Catharine Rocha, com informações de agências de notícias

 

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