Dois depoentes desta quarta-feira recusam-se a falar à CPMI

:: Da redação22 de agosto de 2012 14:12

Dois depoentes desta quarta-feira recusam-se a falar à CPMI

:: Da redação22 de agosto de 2012

Durou menos de vinte minutos a tentativa da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira  de ouvir o ex-tesoureiro de campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo, Jayme Rincón, que atualmente ocupa o cargo de presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras e o ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, Aredes Correia Pires. Munidos do já tradicional instrumento de habeas corpus que garante a ambos o direito de não se incriminar, os dois rapidamente reiteraram que não falariam e foram dispensados.

O relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG) lembrou que, de acordo com informações da Polícia Federal, Aredes teria recebido um dos aparelhos de rádio Nextel distribuídos pelo grupo de Cachoeira na tentativa de evitar “grampos” telefônicos. Já sobre Rincón, que convocado outras duas vezes apresentou atestados médicos, pesam acusações de ter recebido dinheiro do grupo de Carlinhos Cachoeira.

Contra Jayme Rincón, a Polícia Federal também afirma que o grupo de Cachoeira depositou R$ 600 mil na conta da empresa Rental Frota Ltda., que tem o ex-tesoureiro como um dos sócios, com 33% de participação. A Rental já confirmou o pagamento, mas diz que se refere à venda de 28 veículos usados. O governdor Marconi Perillo também é citado nas investigações, mas negou ter vínculo com Cachoeira.

 Na sessão dessa terça (21/08) os dois procuradores da República que participaram das operações da PF responsáveis por investigar os negócios de Carlinhos Cachoeira. Daniel de Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira reiteraram que a organização liderada por Cachoeira continua atuando, mesmo  com o principal personagem preso desde 29 de fevereiro. Eles defendem também que a Justiça mantenha sequestro de bens de Cachoeira e informaram que as investigações feitas até o momento não aprofundaram as relações da construtora Delta com o esquema de Carlinhos Cachoeira. Eles identificaram “sinais de aproximação” entre o contraventor e Claudio Abreu, representante da construtora Delta no Centro-Oeste, e também suspeitas de envolvimento da Delta com empresas  de fachada.

Giselle Chassot, com informações das Agências de Notícias

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