Durante a Copa, centro, em Brasília, fará monitoramento das ações de saúde

:: Da redação27 de maio de 2014 22:49

Durante a Copa, centro, em Brasília, fará monitoramento das ações de saúde

:: Da redação27 de maio de 2014

Ministério da Saúde está pronto para acompanhar emergências públicas e coordenar respostas

Chioro: trabalho de preparação para os jogos
será útil em grandes eventos e no dia a dia

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou, nesta terça-feira (27/5), o Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (Ciocs), que será ativado a partir desta quarta-feira (28), 15 dias antes do início da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014.

Ciocs funcionará até 23 de julho para monitorar as situações de risco, a demanda por atendimento, a vigilância epidemiológica e sanitária, além de coordenar respostas diante de emergências em saúde pública nas 12 cidades-sede do Mundial.

Ao todo, 1,5 mil profissionais de saúde das áreas de assistência, vigilância sanitária e epidemiológica, além da saúde suplementar, estarão envolvidos nas atividades de campo e de monitoramento coordenadas pelo Ciocs. Serão 57 dias de funcionamento, com equipes mobilizadas em regime de plantão durante 24 horas.

“O Brasil está preparado para receber a Copa do Mundo. Mais do que isso, demos passos consistentes para ter um sistema de saúde integrado entre União, estados e municípios, e que está fortalecido para lidar com grandes eventos e proteger a vida dos turistas estrangeiros e dos brasileiros que participam dessa grande festa”, destacou o ministro.

Chioro avalia que o trabalho realizado como preparação para os jogos será um legado para os brasileiros, útil em grandes eventos e no dia a dia. “O nosso compromisso foi o de fazermos algo não somente para o Mundial, mas que pudéssemos aperfeiçoar a nossa rede de urgência, de assistência, as ações de vigilância sanitária e de doenças e a nossa capacidade de agir de forma integrada”, afirmou.

O Ciocs será ativado em Brasília, na sede do Ministério, e divulgará diariamente boletins de monitoramento dos atendimentos de saúde, com informações sobre inspeções sanitárias, fichas de atendimento nas arenas e informações sobre vigilância e assistência. Haverá também 12 centros regionais, um em cada cidade-sede, para a troca de informações.

Essa é a terceira vez que o ministério coloca em funcionamento um Ciocs. Essa estratégia de monitoramento foi adotada em 2011 pelo Ministério da Saúde e já foi ativado durante os jogos da Copa das Confederações e Jornada Mundial da Juventude. O mecanismo de monitoramento funcionará continuamente, em cada uma das cidades-sede.

”Toda informação será avaliada e serão adotadas as medidas correspondentes, de acordo com avaliação de risco. Desta forma, conseguimos agir de maneira preventiva e, se for necessário, dar suporte a pacientes que podem ser removidos para unidades de saúde”, enfatizou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

O centro será ativado diariamente pela manhã, funcionando até três horas depois do término da partida, com equipes de sobreaviso na esfera federal e nas cidades-sedes. O Ciocs nacional manterá comunicação com os núcleos regionais nas 12 sedes e com o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (Ciccn), responsável por coordenar e acompanhar a Operação de Segurança durante a Copa do Mundo.

O Ciccn reúne representantes de todos os órgãos envolvidos na organização do evento, como o Ministério da Defesa, Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência, Polícia Rodoviária Federal, Ministério do Esporte, além de outras instituições.

Nos próximos dias, o Brasil receberá representantes dos dois países que serão sede das Copas do Mundo de 2018 e 2022 para que possa compartilhar experiências na área de saúde durante eventos de massa. Foi assim quando brasileiros acompanharam a organização da África do Sul, em 2010, e nas Paraolimpíadas de Londres, em 2012.

Chioro também apresentou, nesta manhã, o aplicativo Saúde na Copa, que está disponível, gratuitamente, para download nos idiomas português, inglês e espanhol, e é destinado aos torcedores brasileiros e estrangeiros. Esse programa para telefones celulares permitirá ao Ministério da Saúde o mapeamento de ocorrências de sintomas similares entre a população, possíveis surtos ou mudança no comportamento epidemiológico da população.

O Saúde na Copa ajudará técnicos do SUS a mapear ocorrências de sintomas similares em uma determinada localidade. Para isso, o usuário indicará diariamente qual é a sua condição de saúde. A partir dos resultados, o Ministério da Saúde, em conjunto com os governos municipais e estaduais, poderá adotar as providências para proteger a população.

A interação com o torcedor é um complemento para detectar tendências de mudança na saúde dos usuários, que já é feito pelas equipes de vigilância epidemiológica. Durante o Mundial, as equipes de vigilância e assistência atuarão para detectar a introdução de novas doenças ou alterações no padrão epidemiológico do Brasil.

Por meio da instalação do Ciocs durante a Copa das Confederações foi possível dimensionar os atendimentos realizados durante o evento. Foram atendidos 1.361 torcedores entre os 796 mil que participaram dos jogos. Não houve registro de casos graves e somente 35 remoções precisaram ser feitas.

O histórico de Copas do Mundo e a experiência brasileira com a Copa das Confederações, no ano passado, permitem fundamentar uma expectativa de atendimentos de saúde. Nos locais dos jogos, de 1% a 2% dos torcedores deverão necessitar de algum cuidado médico. Deste percentual, apenas 0,2% a 0,5% necessitarão de encaminhamento para hospitais.

Nos estádios e intermediações – até dois quilômetros de distância das arenas –, a FIFA é a responsável pelos atendimentos de emergência. Mas haverá um profissional de referência do Ciocs dentro de cada estádio para monitorar as ocorrências, além de outros profissionais da vigilância e assistência para avaliar risco e garantir atendimento, acionando a estrutura do SUS.

Além disso, as 12 cidades-sede têm um aparato de 531 unidades móveis do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), 66 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), e 71 hospitais de referência que funcionam de forma integrada para fazer o atendimento da população local e dos turistas brasileiros e estrangeiros.

Fonte: Agência Saúde

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