Economia: “Cresceremos 4% em 2013”, prevê Guido Mantega

“Estamos na direção certa”, avaliou ao avisar que novas medidas serão adotadas. Segundo o ministro, o efeito da queda dos juros ainda será sentido.

:: Da redação30 de novembro de 2012 17:55

Economia: “Cresceremos 4% em 2013”, prevê Guido Mantega

:: Da redação30 de novembro de 2012

Previsão do ministro da Fazenda acontece depois da divulgação do PIB

 

A divulgação dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB), que os economistas entenderam como pouco positiva, teve uma avaliação diferente para o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Nesta sexta-feira. (30), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a economia brasileira cresceu 0,6% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores.

Otimista e sorridente, Mantega disse aos jornalistas, em entrevista coletiva, que os fatores que provocaram uma alta menor que a esperada já não existem e que, em 2013, a economia brasileira terá as condições necessárias para crescer ainda mais. E mais: declarou que novas medidas de estímulo estão sendo preparadas. “A taxa não foi tudo aquilo que esperávamos, mas estamos na direção certa”, avaliou. Mantega anunciou que como forma de continuar estimulando a economia, o Governo Federal tomará novas medidas de estímulo. Segundo ele, essas medidas serão no âmbito do financiamento. O anúncio oficial deve acontecer nos próximos dias. “Vamos deixar para a próxima semana”, disse.

O ministro falou de vários componentes que vão colaborar para o impulso na produção brasileira: primeiro, os estoques de diversos setores foram consumidos entre julho e setembro e a produção vai ter que ser incrementada para repô-los; depois, os investimentos já estão em recuperação. E, ainda mais importante, a economia sentirá o impacto das medidas de redução de juros e impostos sobre o consumo. “Não atentamos para o peso e o resultado da intermediação financeira, mas as últimas pesquisas e indicadores mostram uma reação, um aumento do crédito. Esse indicador deverá ser diferente no 4º trimestre”, disse o ministro,

Mantega argumentou que “a redução da taxa de juros não surte efeito imediato, ela exige alguns meses para fazer efeito e isso tem sido retardado pela crise internacional, que causa uma expectativa negativa”.

Ele também ponderou que o primeiro efeito da redução da taxa de juros foi reduzir a intermediação financeira, acabando por influenciar, no curto prazo, o baixo resultado do PIB. Nos médio e longo prazos, diz ele, o efeito da queda dos juros será diferente porque ele dará estimulo à economia. “O custo do investimento e do consumo está caindo, e a redução do spread abre a possibilidade para um maior poder de consumo da população”, disse ele, acrescentando, no entanto, que esse efeito positivo da queda dos juros demora mais para aparecer, bem como os efeitos da desvalorização do câmbio, que serão mais sentidos pelo empresariado nos próximos trimestres.

Satisfação
Mantega afirmou que “ficaria mais satisfeito se o Produto Interno Bruto do terceiro trimestre tivesse atingido resultado que todos esperavam”, mas disse, no entanto, que está “satisfeito com a reação da economia brasileira”.

Segundo o ministro, o crescimento de 0,6% no terceiro trimestre, em relação ao segundo, não mostra toda a reação porque os indicadores do quarto trimestre já apontam tendência mais positiva para a economia. Mantega disse estar “satisfeito com o aumento da confiança da indústria, do comércio, dos serviços e do consumidor, com o consumo de papel ondulado, que embrulha mercadorias, com o aumento das vendas de caminhões”.

O ministro afirmou ainda que embora o resultado pudesse ter sido melhor, é preciso ficar atento à recuperação mostrada pelo setor industrial, que se mostrava em grande dificuldade no início do ano, e pelo segmento de bens de capital.

Ele reconheceu que o resultado não veio dentro do esperado, mas avaliou que a economia continua em trajetória de crescimento, o que garantirá um resultado melhor no 4º trimestre. “Não foi tão alto como esperávamos e como todo mundo esperava”, afirmou, lembrando que nenhuma das principais análises do mercado esperava um PIB menor que 1%.  “É claro que esse resultado poderia ter sido melhor. Mas temos que olhar para o que está acontecendo hoje na economia brasileira, que é um movimento difuso, de recuperação de todos os setores”, afirmou.

Com informações das Agências de Notícias

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