Em Salvador, Dilma anuncia investimentos em mobilidade urbana

A presidenta defendeu a integração do transporte para melhorar a acessibilidade e para diminuir a tarifa cobrada do usuário.

 

:: Da redação15 de outubro de 2013 20:44

Em Salvador, Dilma anuncia investimentos em mobilidade urbana

:: Da redação15 de outubro de 2013

“Uma cidade sempre é um campo em que as
desigualdades sociais aparecem e fazer
transporte transversal é fundamental para a
mobilidade urbana” (Crédito: PR)

 

A presidenta Dilma Rousseff destacou a importância de se oferecer qualidade, preço de tarifas adequado e integração entre os diferentes tipos de transporte coletivo disponíveis. Ela defendeu a integração do transporte para melhorar a acessibilidade e para diminuir a tarifa cobrada do usuário, com soluções como o bilhete único e lembrou que, além de pesar menos no orçamento das famílias, medidas como a integração do transporte coletivo ainda devolvem tempo para as pessoas, que podem ter acesso a mais lazer, mais tempo em casa e para estudar.

“Os corredores de ônibus, o monotrilho, a barca, todas essas modalidades têm de ser integradas”, afirmou. E acrescentou: “Uma cidade sempre é um campo em que as desigualdades sociais aparecem e fazer transporte transversal, que permita que todos os bairros sejam acessíveis, é fundamental para a mobilidade urbana”.

Em cerimônia de anúncio de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana e assinatura de contratos de metrô e de corredores, em Salvador, nesta terça-feira (15), ela reforçou a necessidade de se investir na construção de linhas de metrô em grandes cidades, como a capital baiana, que receberá do Governo Federal R$ 2,3 bilhões para construção do sistema metroviário. A iniciativa faz parte dos cinco pactos anunciados pela presidenta para atender às demandas da sociedade conforme revelaram as manifestações populares de junho.

“Essa obra mostra um novo momento no tratamento da mobilidade urbana do País, disse, anunciando que o Governo está atento às condições em que as pessoas são transportadas, se tem segurança rapidez e conforto. “Temos de olhar a modicidade tarifária, se as pessoas estão pagando adequadamente”, declarou.

E concluiu: “Essa é a nossa ideia da mobilidade urbana. É nisso que nós estamos empregando R$ 89,6 bilhões, R$ 90 bilhões, e que agora passamos à segunda etapa, acrescentando mais R$ 50 bilhões no Pacto da Mobilidade Urbana”.

Minha Casa, Minha Vida
Antes de Salvador, a presidenta esteve em Vitória da Conquista (BA), onde anunciou que, além de atingir a meta de entregar 2,75 milhões de moradias do Minha Casa, Minha Vida, seu governo pretende deixar pronta uma nova fase do programa. Segundo Dilma, será preciso repetir a “dose” para suprir o déficit habitacional do país.

“Nós já estamos pensando em deixar pronta uma nova fase, porque não basta fazer 2,75 milhões de casas no Brasil, do Programa Minha Casa, Minha. Vamos ter de repetir a dose. Quem vier depois de mim tem de repetir a dose. Por isso, vamos avaliar uma nova quantidade de habitações”, anunciou Dilma durante cerimônia de entrega de 1.740 unidades residenciais no interior da Bahia. 

Segundo ela, o País tem todas as condições de superar o déficit habitacional e isso influenciará para que alcance um novo patamar de desenvolvimento. “O Brasil tem de ter o compromisso de construir essas casas porque os brasileiros precisam delas para que possamos ser uma nação desenvolvida”.

A presidenta lembrou que os recursos para financiar e subsidiar as casas do programa vêm dos impostos e que ninguém está ganhando essas unidades, pois elas fazem parte do direito à dignidade que todos têm. Os beneficiários comprometem no máximo 5% de seus rendimentos com as prestações pagas à Caixa Econômica Federal.

“O dinheiro que financia essas casas é o dinheiro dos impostos. Se alguém perguntar aonde vai o dinheiro dos impostos, vai para pagar a casa de vocês. Portanto, é o povo brasileiro que assegura isso. Esse é o dinheiro da dignidade e da cidadania”, disse Dilma, acrescentando que os beneficiários também pagam as casas por meio dos impostos, além das prestações subsidiadas.

Segundo ela, o Brasil precisa crescer com distribuição de renda, por isso foram criados os programas Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, e o Governo se empenha para melhorar a educação. “É obvio que a gente precisa que a economia cresça, é obvio que a gente precisa que o PIB [Produto Interno Bruto] cresça, mas no Brasil nós temos a experiência passada em que o PIB crescia e a renda se concentrava nas mãos de poucos. Nós queremos que o PIB cresça, mas que a renda seja distribuída”.

O Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) entregou, na manhã desta terça-feira (15),1.740 unidades habitacionais em Vitória da Conquista, no interior da Bahia.

Com informações do Portal Brasil, Blog do Planalto e da Agência Brasil

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