Em três anos, o Brasil criou 6,3 milhões novos empregos

Pesquisa do IBGE, mostra o crescimento ocorrido na geração de empregos entre 2007 e 2010. O salário médio no período teve uma evolução de 27,7%.

:: Da redação16 de maio de 2012 16:39

Em três anos, o Brasil criou 6,3 milhões novos empregos

:: Da redação16 de maio de 2012

Entre 2007 e 2010, foram criados no Brasil 6,3 milhões de novos postos de trabalho, um crescimento de 17,3%, de acordo com o Cadastro Central de Empresas (Cempre), consultado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O salário médio no período teve uma evolução de 27,7%, chegando a R$ 1.650,30.

O CEMPRE reúne informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organizações (administração pública, entidades sem fins lucrativos, pessoas físicas e instituições extraterritoriais), formalmente constituídas, presentes no país, e suas respectivas unidades locais (endereços de atuação das empresas e outras organizações).

A principal geradora de empregos foi a área de serviços — comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas — com um crescimento de 6,8% dos postos de trabalho. Foram criadas 1,4 milhão novas ocupações no período (22% do total). A construção veio em segundo lugar, com 947,9 mil vagas e um crescimento médio de 16,1% ao ano, quase o triplo da média.

O estudo do IBGE notou que o valor pago pelas empresas é diretamente proporcional ao seu porte. Em 2010, nas grandes empresas, foram pagos R$ 2.019,57 em salários médios mensais, ao passo que a remuneração companhias médias foi de R$ 1.349,08. Nas pequenas empresas, os salários ficaram em R$ 989,08, em média, enquanto nas microempresas, a remuneração foi de R$ 825,42. A diferença salarial entre as microempresas e as grandes companhias chegou a 144,7%.

O maior salário médio mensal, em 2010, foi observado no Centro-Oeste, de 3,9 salários mínimos, seguido pelos 3,5 salários mínimos do Sudeste.

O estudo ainda informou que, em 2010, as pessoas com nível superior recebiam 230,4% a mais que o pessoal sem nível superior. Um ano antes, essa diferença era de 225%.

Segundo o Cempre, Sul e Nordeste são as regiões onde há maior participação de pessoal sem nível superior, ambas com 84,8%.  Em seguida ficou o Norte, com 84,6% de pessoal assalariado sem nível superior.

A região Centro-Oeste é a que conta com a maior participação de pessoal assalariado com nível superior, com 19,1%, seguida do Sudeste, com 17,3%.

Com agências olines

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Veja o material completo do IBGE 

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