Esquerda francesa reconhece papel da economia do Brasil no mundo

Parlamentares franceses reconheceram a importância do País na nova ordem mundial e definiram a economia brasileira como “um exemplo para a Europa”.

:: Da redação15 de maio de 2013 17:59

Esquerda francesa reconhece papel da economia do Brasil no mundo

:: Da redação15 de maio de 2013

 

 

Senadores petistas receberam parlamentares
franceses, que destacaram o desempenho
brasileiro na economia

Uma delegação de parlamentares franceses, liderada pelo senador Pierre Laurent, presidente do Partido da Esquerda Europeia e Secretário do Partido Comunista Francês (PCF) reuniu-se, nesta quarta-feira (15), com o líder do PT, Wellington Dias (PI) e os senadores Humberto Costa (PE) e Eduardo Suplicy (SP). O debate girou em torno do novo papel assumido pelo Brasil frente às demais nações. Os parlamentares franceses reconheceram a importância do País na nova ordem mundial e definiram a economia brasileira como “um exemplo para a Europa”.

Laurent destacou que, enquanto a Europa  vive um momento de recorde de desemprego, com mais de 23 milhões de pessoas procurando trabalho – sendo os franceses cerca de cinco milhões desse total – o Brasil, na contramão, comemora taxas próximas a zero nesse quesito.

Pierre Laurent foi eleito secretário nacional do PCF em 2010, e é também o presidente do Partido da Esquerda Europeia, no Parlamento Europeu, senador e mestre em economia. No cenário político francês, seu partido integra a Frente de Esquerda, um grupo de partidos com uma agenda comum, contrária às medidas de austeridade neoliberais impulsionadas pelo governo direitista do ex-presidente Nicolas Sarkozy.

Num contexto de crise alastrada pela Europa, com a imposição de medidas austeras a países como Portugal, Espanha e Grécia, os movimentos populares europeus e a esquerda saem às ruas para denunciar o ataque aos direitos dos trabalhadores e o corte dos gastos sociais.

Para o francês, as medidas de austeridade apenas agravam a crise, e o populismo da extrema-direita, com discursos xenófobos e demagógicos, aprofunda a divisão entre o povo e a Europa passa por uma crise muito séria desde 2008. Ele defende o engajamento dos europeus em programas que revitalizem a indústria e garantam a retomada dos níveis de emprego.

Giselle Chassot

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