Estádios da Copa 2014 vão ter práticas sustentáveis

Ações sustentáveis já estão no projeto do Estádio Nacional de Brasília, Mané Garrincha, como o uso da água da chuva e da energia solar.

:: Da redação14 de setembro de 2012 12:01

Estádios da Copa 2014 vão ter práticas sustentáveis

:: Da redação14 de setembro de 2012

Algumas práticas sustentáveis como usar a água da chuva para irrigação do gramado e a energia solar como meio de iluminação para os refletores serão usadas nos estádios da Copa de 2014. Ao todo, 22 iniciativas sustentáveis foram apresentadas no Seminário Copa 2014: Oportunidades para a Sustentabilidade Urbana que aconteceu na quarta-feira (12/09) e quinta-feira (13/09) em Brasília.

O evento contou com a participação de representantes de 12 sedes da Copa do Mundo da FIFA 2014, e foi realizado por parceria entre o Ministério do Esporte  e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

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O Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, terá reservatórios com água da chuva e captação de energia solar

Um dos exemplos de ações de desenvolvimento ambiental e social são as obras do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. Um reservatório de água será usado para irrigar o gramado e fazer a limpeza geral do espaço, com capacidade para 72 mil lugares. A água também será usada para lavagem de rodas dos caminhões a fim de minimizar a poeira.

A arena ecológica ainda vai ter estrutura para captar energia solar e ser autossustentável, com a geração de 2,5 megawatts, energia suficiente para abastecer mil residências por dia. “O estádio tem uma preocupação de sustentabilidade desde o seu projeto. Os requisitos necessários para se exercer isso sem impacto no meio ambiente foram pensados de forma a integrar-se com a obra”, disse Cláudio Monteiro, secretário extraordinário para a Copa em Brasília.

O projeto do Estádio Nacional de Brasília pode ser a primeira arena de futebol do mundo a receber o certificado máximo de sustentabilidade, o selo Leed Platinum.

De acordo com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a intenção do governo federal é que a sustentabilidade ultrapasse as fronteiras dos estádios e ganhe as ruas das cidades. “Isso vai beneficiar a população de todas as capitais que sediarão a Copa do Mundo: mobilidade urbana, mobilidade no caso do transporte aéreo, nos aeroportos, portos, trens, metrô”, disse.

Práticas sustentáveis

Durante o seminário, os representantes das cidades sede debateram propostas de ações sustentáveis especialistas. Revitalização urbana, melhoria das condições de tráfego, redução na emissão de gases de efeito estufa e formas eficientes de uso da energia foram alguns dos assuntos discutidos.

Este foi o segundo seminário a discutir sustentabilidade e legado da Copa. O primeiro foi em setembro de 2011, em Manaus.

Mascote

A preocupação com o meio ambiente também pautou a escolha do mascote oficial da Copa, que será anunciado no próximo domingo (16) em programa dominical da TV aberta. O animal brasileiro escolhido foi o tatu-bola, que figura na lista vermelha das espécies em risco de extinção, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA).

A escolha dessa espécie de tatu se deu porque, ao se defender, ele se fecha em forma de bola, protegendo as partes moles do corpo no interior da carapaça rígida.

Estudo recentes mostram que o tatu-bola sofreu um declínio superior a 30% ao longos dos últimos 12 anos. Segundo o MMA, as principais ameaças à sua sobrevivência são a caça, a agricultura, a redução do seu habitat e assentamentos rurais.

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Ministério do Meio Ambiente

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