Eurodeputados pedem à União Europeia que não negocie com governo provisório

:: Da redação30 de Maio de 2016 18:45

Eurodeputados pedem à União Europeia que não negocie com governo provisório

:: Da redação30 de Maio de 2016

Para eurodeputados, “o mandato de Dilma Rousseff só pode ser mudado mediante o único método democraticamente aceitável: as eleições”Mais de 30 eurodeputados de diferentes grupos políticos e nacionalidades assinam carta entregue a Alta Representante da União Europeia (UE) para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, pedindo a suspensão de negociações entre a UE e o Mercosul, em função da falta de legitimidade democrática de Michel Temer na presidência da maior liderança do Mercosul, o Brasil.

“O acordo comercial com Mercosul”, argumenta o texto, “não só se limita a bens industriais ou agrícolas, mas inclui outros afastados como serviços, licitação pública ou propriedade intelectual. Por isso, é extremamente necessário que todos os atores implicados nas negociações tenham a máxima legitimidade democrática: a das urnas”, afirmam os eurodeputados.

O documento organizado pelo representante partido espanhol Podemos, Xavier Benito, destaca que tais acordos devem levar em conta “a dignidade das pessoas e os direitos humanos, e não devem nunca priorizar o lucro econômico ao bem-estar das pessoas”.

“Duvidamos que este processo de negociação tenha a legitimidade democrática necessária para um assunto desta magnitude”, afirmou. Ele reforça a tese de que “o mandato de Dilma Rousseff só pode ser mudado mediante o único método democraticamente aceitável: as eleições”.

O eurodeputado Xavier Benito assegura, por outro lado, “compartilhar a preocupação expressada também pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela Unasul sobre a severa situação na qual Dilma Rousseff foi condenada por um Congresso doente de corrupção e claramente orientado por obscuras intenções”, diz o comunicado.

“Reivindicamos que a UE dê o seu total apoio e envolvimento para o restabelecimento da ordem democrática no Brasil”, acrescentou.

 

 

 

Com informações da Revista Exame