Programa social

Ex-ministra ataca congelamento do Bolsa Família

Governo Temer suspendeu o reajuste do programa. Para Tereza Campello, ação é contra os pobres
:: Portal Vermelho3 de julho de 2017 11:53

Ex-ministra ataca congelamento do Bolsa Família

:: Portal Vermelho3 de julho de 2017

O governo de Michel Temer anunciou o congelamento do orçamento destinado ao programa Bolsa Família – e não há data para que a medida seja revogada. Para a ex-ministra do Desenvolvimento Social no governo Dilma Rousseff, Tereza Campello, esta é uma decisão “contra os pobres e a classe trabalhadora”.

Em conversa com o Portal Vermelho, a ex-ministra afirmou que a ação do governo Temer é a opção do do golpe pela concentração de riqueza. Ainda de acordo com ela, trata-se de uma “estratégia burra” porque a saída para a crise deveria ser aumentar a renda da população e, com isto, fortalecer o mercado interno. “Nossa maior riqueza são os 210 milhões de brasileiros. Com renda, a população voltaria a consumir e reaqueceria a economia’’, garante.

Segundo informações publicadas no sábado (30) no site da Folha de S.Paulo, assessores da presidência alegaram que aumentar o orçamento do Bolsa Família em 4,6%, como estava previsto, teria um impacto de R$ 800 milhões para os cofres públicos. Na visão da ex-ministra, essa alta deve ser vista como investimento, não como gasto. “É num momento de decisão sobre as prioridades orçamentárias que se vê a quem o governo é servo: se do povo ou dos banqueiros”.

Tereza lembra que durante a crise internacional de 2008, o governo Lula optou justamente por fomentar a economia através da distribuição de renda. “Optamos por construir o Plano Brasil Sem Miséria. Com isso, de janeiro de 2011 a maio de 2016, quando foi dado o golpe, o benefício médio do Bolsa Família aumentou 29% acima da inflação”, exemplificou.

“Com a implementação do ajuste fiscal que congelou despesas sociais por 20 anos, já em vigência esse ano, essa posição do governo não nos causa surpresa. Quem pagará o pato, mais uma vez, e sempre, será a classe trabalhadora, principalmente os mais vulneráveis”, lamenta.

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