Fátima defende rapidez em obra para garantir abastecimento de água no Estado

:: Da redação24 de setembro de 2015 20:48

Fátima defende rapidez em obra para garantir abastecimento de água no Estado

:: Da redação24 de setembro de 2015

Fátima: “Quando falo de seca não falo da boca para fora. Falo de coração, porque eu conheço a seca de perto, não é pelo livro ou pelo que ouvi dizer. Sofri os efeitos perversos da seca na própria pele”Em discurso na tribuna na tarde desta quinta-feira (24), a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) mais uma vez defendeu a priorização de um trecho de 4 quilômetros, do Canal Quitarte, que vai de barragem de Caiçara até a barragem São José de Piranhas, na Paraíba, que vai possibilitar que as águas do São Francisco cheguem até o estado do Rio Grande do Norte. Segundo ela, em audiência com o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, ele se comprometeu de que todo o empenho está sendo feito para que essa adutora seja entregue no prazo previsto, no final deste ano.

“O ministro não só demonstrou solidariedade e sensibilidade ao nosso pleito, mas foi além. Adiantou que os estudos para esse canal estão sendo realizados para que o Rio Grande do Norte seja contemplado o mais rápido possível. Se o canal não for construído, as águas do Rio São Francisco podem demorar um ano para chegar ao estado”, observou.

Fátima Bezerra disse que o Rio Grande do Norte é um dos estados mais afetados pela seca, causada pelo fenômeno El Ninõ, e estudiosos apontam que mais um ano de seca. “Nós defendemos que o governo federal faça um aditivo à obra já em curso, para que esse canal de quatro quilômetros seja realizado. Repido, isso é crucial para o estado”, afirmou.

A senadora explicou que o ramal já em curso, chamado Piranhas-Açu, vai contemplar a região do Seridó, localizada no semiárido e no coração do Nordeste. Outro eixo existente, onde entrarão as águas do Rio São Francisco, é o ramal Apodi que atenderá mais de sessenta cidades.

Essa obra representa a redenção e a segurança hídrica da região, tranquilizando as famílias nordestinas que convivem os problemas das estiagens. “Quando falo de seca não falo da boca para fora. Falo de coração, porque eu conheço a seca de perto, não é pelo livro ou pelo que ouvi dizer. Eu conheci a seca na minha infância. Sofri os efeitos perversos da seca na própria pele, sobretudo nas décadas de 70, 80 e até a década de 90. Então, é por isso que peço que o calendário de obras seja mantido e a obra seja entregue ao povo nordestino.

Na próxima segunda-feira (28) às 9h30, na assembleia legislativa, na capital Natal, uma audiência pública vai debater o assunto.