Fátima: Serra não tem procuração do PT para falar em nome do partido

:: Da redação1 de agosto de 2016 18:20

Fátima: Serra não tem procuração do PT para falar em nome do partido

:: Da redação1 de agosto de 2016

Fátima Bezerra: Serra ultrapassou os limites da razoabilidade e deu uma aula de leviandadeA senadora Fátima Bezerra (PT-RN) reagiu com indignação ao exercício de telepatia do ministro interino das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), que em entrevista ao jornal Correio Braziliense, arvorou-se a atribuir sentimentos e desejos ao conjunto do Partido dos Trabalhadores no tocante ao mandado da presidenta Dilma. “O ministro biônico ultrapassou os limites da razoabilidade e deu uma aula de leviandade”, resumiu a senadora petista.

Segundo Serra — em declaração que virou a manchete principal da edição de domingo (31) do Correio –, “nem o PT” estaria interessado na volta de Dilma ao Palácio do Planalto. “Ele perdeu uma ótima oportunidade de silenciar, pois ele não tem procuração para falar em nome do PT ou dos senadores petistas, que lutam diuturnamente contra esta farsa política e jurídica travestida de impeachment”, afirmou Fátima Bezerra.

Ela lembrou que Serra, em sua interinidade ministerial, vem colecionando um verdadeiro compêndio de palpites infelizes—o caso mais recente foi a declaração desastrosa sobre o “perigo” representado pela presença de muitas mulheres no Senado Mexicano, numa lamentável tentativa de fazer blague com a ministra das Relações Exteriores do México.

“Além de ser protagonista de uma política externa desastrosa, José Serra parece não ter compreendido a importância do Ministério das Relações Exteriores e a seriedade que sua função reivindica. É realmente lamentável que o chanceler do golpe pratique esses tipos de disparates”, ponderou a senadora.

A resistência democrática, ressaltou Fátima, persiste no parlamento e nas ruas. Não haverá sossego para os conspiradores e golpistas. Além de ter sido derrotado em duas eleições presidenciais, Serra acrescenta ao currículo a sua participação no movimento golpista e no governo sem voto.