Descaso

Fim do auxílio agrava pobreza e destruição de negócios

Com menos dinheiro circulando por causa do fim do auxílio emergencial, quebradeira de micro e pequenas empresas irá aumentar por causa da ausência de gastos entre a população mais vulnerável. Estrangulamento de micro empresas favorece grandes corporações e amplia abismo entre ricos e pobres. Varejo será o setor mais afetado, com perdas que podem superar R$ 190 bilhões em vendas
:: Agência PT de Notícias24 de fevereiro de 2021 09:27

Fim do auxílio agrava pobreza e destruição de negócios

:: Agência PT de Notícias24 de fevereiro de 2021

Além de empurrar mais de 20 milhões de brasileiros para a extrema pobreza, o fim do auxílio emergencial afetará diretamente a sobrevivência das pequenas e micro empresas, cujos serviços dependem da circulação de dinheiro entre as camadas mais populares. Uma quebradeira ainda maior dos pequenos negócios em 2021 irá privilegiar as grandes empresas e aumentar o abismo entre ricos e pobres, apontam especialistas. Em 2021, o varejo será o setor mais afetado, com perdas que podem superar R$ 190 bilhões em vendas.

“Eu não descarto que 2021 seja pior que 2020, mesmo com algum auxílio emergencial, que já vai ser menor”, disse o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio – SP), Altamiro Caravalho, ao ‘ UOL’. Ele chamou atenção para o fato de que as empresas já entraram no ano de 2021 em dificuldades.

Em um cenário de agravamento da pandemia e de falta de perspectivas no mercado de trabalho, que bate recordes de desemprego, economistas avaliam que a retomada do auxílio emergencial é urgente porque, além de oferecer amparo imediato para trabalhadores informais, também ajudaria a atenuar o quadro de crise no setor de pequenos empreendimentos. 

Reportagem do site aponta que grande parte dos gastos do governo federal com auxílio emergencial, cerca de R$ 200 bilhões, foi injetada nos pequenos negócios, notadamente no comércio formado por mercados, feiras, lojas, restaurantes, bares e outros serviços.

Do mesmo modo, um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (Made FEA/ USP) indica que, mesmo reduzido pela metade – R$ 300,00 – o auxílio poderia, em apenas quatro parcelas, contribuir para um aumento do PIB em 1,1%.

“O auxílio não se restringe ao bolso de quem o recebe, mas ele faz circular o dinheiro na economia”, confirma o coordenador do Centro de estudos em microfinanças e inclusão financeira da FGV, Lauro Gonzalez. “Embora não tenhamos o mesmo nível de fechamento das atividades de 2020, o fato é que a pandemia continua afetando a economia”, analisa Gonzalez.

Confira a íntegra da matéria

Leia também