Reforma trabalhista

Um ano sem CLT: menos direitos e empregos

O que os golpistas e as organizações patronais chamaram de “modernização trabalhista” foi, na verdade, um recuo civilizatório, que atingiu também a livre organização dos trabalhadores
:: Senadora e presidenta do PT Nacional Gleisi Hoffmann3 de julho de 2018 11:20

Um ano sem CLT: menos direitos e empregos

:: Senadora e presidenta do PT Nacional Gleisi Hoffmann3 de julho de 2018

Na próxima semana vamos registrar um ano da votação no Senado que praticamente revogou uma série de direitos dos trabalhadores conquistados na CLT, de 1943, e consagrados pela Constituição de 1988. Foi a chamada “reforma trabalhista”, por meio da qual o governo do golpe realizou o que os patrões vinham tentando fazer há décadas e que tantos prejuízos causou ao nosso povo.

Foi certamente o maior dos retrocessos já infligidos à classe trabalhadora brasileira, que perdeu direitos como o salário mínimo, a jornada de 8 horas, a garantia de férias, décimo-terceiro salário e previdência social e até o direito de pleitear seus direitos na Justiça do Trabalho.

O que os golpistas e as organizações patronais chamaram de “modernização trabalhista” foi, na verdade, um recuo civilizatório, que atingiu também a livre organização dos trabalhadores. Os sindicatos perderam poder de representação e capacidade de financiamento.

E tudo isso foi aprovado sob a promessa de que o país se tornaria mais competitivo e iria gerar milhões de empregos. “Nenhum direito a menos e muitos empregos a mais”, disse o golpista Michel Temer em 11 de julho de 2017, data em que o Senado aprovou a revogação da CLT.

Um ano depois, o que se vê são muitos direitos a menos e nenhum emprego a mais. Ao contrário, pesquisa divulgada pelo IBGE semana passada mostra que o desemprego atingiu 12,7% em maio. São 13,2 milhões de desempregados e cerca de 500 mil pessoas que desistiram de procurar emprego porque sabem que não vão encontrar.

Num país com a economia estagnada, frustrado por uma recuperação que só existiu nas mentiras do governo e nos delírios da imprensa que o sustenta, as pessoas voltaram a viver de bicos e biscates, na informalidade, sem proteção legal ou previdenciária, quando não voltaram a viver na rua. Só os patrões se beneficiam do fim dos direitos trabalhistas.

Esta é uma das principais razões que nos levam a defender a candidatura do presidente Lula, como quer a maioria do povo brasileiro. Lula e Dilma criaram mais de 20 milhões de empregos em 12 anos. Empregos formais, com carteira assinada, garantindo os direitos do trabalhador e o financiamento da Previdência.

No Brasil de Lula cabiam todos os brasileiros e ele não deixou ninguém ficar pelo caminho, combinando geração de empregos com políticas de transferência de renda que ajudaram os mais pobres. E foi assim, incluindo ao invés de excluir, que o Brasil cresceu como nunca.

É este país que o nosso povo quer de volta, e está dizendo isso bem alto nas pesquisas, nas manifestações pela liberdade de Lula e pelo seu direito de ser candidato. Porque o povo sabe que, voltando ao governo, Lula vai revogar tudo que foi feito contra o país e contra os brasileiros. E o Brasil vai ser feliz de novo.

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