Brasil encolheu

Golpe de Estado desmonta infraestrutura brasileira

O programa Minha Casa, Minha Vida também já vinha sofrendo cortes desde o golpe de 2016
:: Cyntia Campos10 de setembro de 2018 16:09

Golpe de Estado desmonta infraestrutura brasileira

:: Cyntia Campos10 de setembro de 2018

O golpe de 2016 encolheu o Brasil. Nos anos de 2017 e 2018, a infraestrutura brasileira minguou o equivalente a R$ 40 bilhões, revela a consultoria especializada Inter.B, citada na edição desta segunda-feira (10) do jornal Folha de S. Paulo. “O fenômeno deixa o Brasil atrás da maioria dos países com nível semelhante de renda, de acordo com um estudo do Banco Mundial”, aponta a publicação.

Outra frente fundamental na movimentação da economia — a construção de moradias — sofreu o baque drástico: segundo a previsão apresentada por Temer para 2019, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o principal programa habitacional do País, contará com apenas R$ 4,6 bilhões, o menor orçamento de sua história, iniciada em 2009.

O programa Minha Casa, Minha Vida já vinha sofrendo cortes desde o golpe de 2016. A nova canetada de Temer, porém, praticamente desmonta o programa. Entre 2009 e 2014, o MCMV beneficiou 6,8 milhões de pessoas, sendo mais da metade (52%) com renda de até R$ 1.600. Neste ano o programa recebeu R$ 217 bilhões, uma média de R$ 43 bilhões ao ano, aponta o jornal Valor.

Desmonte
A retração de R$ 40 bilhões na infraestrutura promovida pela “era Temer” é resultado de baixíssimos investimentos, que não cobrem a depreciação dos equipamentos que são a base do desenvolvimento econômico.

“Em 2017, foram aplicados em transporte, energia, telecomunicações e saneamento R$ 110,7 bilhões, ou 1,69% do PIB (Produto Interno Bruto), parcela menor do que o 1,95% de 2016. Neste ano, o investimento deve ficar em 1,7% do PIB. No período, os equipamentos de infraestrutura se desgastaram, em uma taxa estimada pela consultoria em 2,38% do PIB”, explica a reportagem da Folha .

Nesse ritmo o Brasil conseguiria prover infraestrutura básica para toda a população apenas no ano 2076. Para encurtar a tarefa à metade, seria preciso investir 4% do PIB por 24 anos consecutivos, afirma a consultoria Inter.B.

Com informações da Folha de S. Paulo e do Valor

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