Golpe é ruptura e trará retirada de direitos trabalhistas, alerta Donizeti

:: Da redação9 de maio de 2016 14:54

Golpe é ruptura e trará retirada de direitos trabalhistas, alerta Donizeti

:: Da redação9 de maio de 2016

Em nota, Donizeti destaca que processo golpista rasga a Constituição e garantia da soberania do voto popularApós a aprovação do parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) na Comissão Especial do Impeachment, o senador Donizeti Nogueira (PT-TO) repudiou a continuidade do processo golpista contra a presidenta Dilma. Ele ainda convocou a militância a tomar as ruas em defesa do processo democrático para evitar, entre outros, a retirada de direitos trabalhistas. 

Veja, abaixo, a íntegra da nota: 

Diante da aprovação do relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) e do encaminhamento para a admissibilidade do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, reafirmo meu repúdio ao golpe parlamentar que se desenha. 

Com um relatório que não apontou claramente qual é o crime de responsabilidade cometido pela presidenta da República, aprovado com justificativas vagas como o “conjunto da obra”, o Senado Federal abriu as portas hoje para que todo e qualquer representante do povo que não tenha uma base parlamentar forte e/ou enfrente uma situação financeira difícil possa ser impedido de exercer seu mandato. 

Assim, a nossa Constituição, que garante a soberania do voto popular é rasgada. 

Nossa democracia é jovem e devemos trabalhar para fortalecê-la, não para mitigá-la. 

É momento de todos os cidadãos brasileiros e brasileiras manifestarem suas posições, nas ruas e através das mídias sociais, aos seus representantes no Senado Federal. 

É momento de tomar as ruas em defesa do processo democrático para evitar uma ruptura que gerará a instabilidade no nosso país e o retrocesso com a retirada de direitos trabalhistas, a redução das políticas sociais, o retorno das privatizações e da entrega do patrimônio brasileiro ao capital internacional. 

Ressalto que a defesa da presidenta Dilma Rousseff, feita pelo ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia Geral da União, pelo ministro Nelson Barbosa, da Fazenda e pela ministra Kátia Abreu, da Agricultura, deixou claro que as movimentações financeiras realizadas pelo Governo Federal não trouxeram prejuízos ao país nem feriram a meta fiscal ou qualquer outra norma. 

Destaco ainda que, ao contrário do condutor do golpe, Eduardo Cunha, afastado ontem por unanimidade pela Suprema Corte do país, contra a presidenta Dilma não qualquer acusação de corrupção. 

Não podemos permitir a consumação do golpe no nosso país. 

Como tem dito a presidenta Dilma, iremos recorrer em todas as instâncias possíveis e seremos incansáveis na defesa de seu mandato. 

Não vai ter golpe. 

Vai ter luta.

 

Senador Donizeti Nogueira (PT-TO)