Governo aprimora proposta para servidores das universidades

Aos 15,8% já aprovados por parte da categoria, nova oferta inclui evolução de carreira e salário maior para técnicos que cursarem especialização.

:: Da redação16 de agosto de 2012 13:00

Governo aprimora proposta para servidores das universidades

:: Da redação16 de agosto de 2012

Foram mais de quatro horas de reunião entre negociadores do Ministério do Planejamento e representantes sindicais, ao final da qual foi apresentada nova proposta de reajuste para o pessoal técnico e administrativo das universidades e institutos federais, que se encontram em greve há dois meses. O governo manteve a mesma proposta de reajuste que já foi aceita pelos servidores pertencentes à Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior): 15,8% de reajuste, repartidos nos próximos três anos, acrescentando ao novo texto melhores índices de reajuste na evolução das carreiras e aumento salarial imediato aos técnicos que fizerem cursos de especialização. A “oferta final”, segundo o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, representa uma previsão de gastos para o próximo Orçamento da União de R$ 2,9 bilhões por ano, contra R$ 1,7 bilhão da proposta anterior.

O coordenador-geral do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica), Gutenberg de Almeida, que representa a maior parte dos servidores do setor, reconheceu que “alguns avanços aconteceram”, mas saiu da reunião defendendo nova proposta do governo. Segundo ele, a apresentada ontem “não atende os anseios da categoria ainda”. A mesma posição é defendida pela coordenadora-geral do Fasubra, Janine Teixeira, que também participou da reunião. “A proposta que o governo manteve, a categoria já rejeitou. Essa oferta não tira as universidades da greve. Continuamos sem previsão de matrícula”, disse. Os técnicos administrativos do ensino superior defendem aumento de 15% para 2013 ou 25%, distribuído até 2015.
Do outro lado, Sérgio Mendonça reafirma que, além dos 15,8% oferecidos, “não há espaço” para outros percentuais de reajuste. “É a oferta final do ponto de vista orçamentário, o governo tem que lidar com outras negociações”, justificou. “O governo está convencido que a proposta é muito boa. Acredito que estamos muito perto do desfecho”.

Nova reunião foi marcada para hoje (16), a partir das 19h.

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