Governo Bolsonaro

300 dias de preconceito, ódio e privilégio aos bancos e mais ricos

"Parece até que é um governo que tem algum preconceito estrutural, ou seja, de relegar a pobreza a um distanciamento e à marginalidade", avaliou o senador Rogério Carvalho
:: Da redação5 de novembro de 2019 16:36

300 dias de preconceito, ódio e privilégio aos bancos e mais ricos

:: Da redação5 de novembro de 2019

O governo de Jair Bolsonaro festejou os “300 dias” de sua administração comemorando investimentos e apresentando novas medidas para retirar mais recursos da economia, especialmente dos mais pobres. Apesar disso, o que se viu nesse período foi “um governo com muito preconceito, muito ódio, que produz muita confusão, e que privilegiou o sistema financeiro e os mais ricos”, de acordo com o senador Rogério Carvalho (PT-SE). Um governo que sucedeu a interinidade golpista de Temer e chegou ao poder nos ombros da Lava Jato e seu atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Nesse período, o governo Bolsonaro afundou a economia, reduzindo o PIB para cerca de 1%, desempregou milhares de brasileiros e mostrou que não está preocupado com os mais pobres. Para o senador Rogério Carvalho, trata-se de “um governo que mostrou claramente que tem uma opção pelos mais ricos, que se distancia dos mais pobres, que faz economia em cima da população mais carente, dos idosos, dos deficientes, das viúvas e dos viúvos”. De acordo com o senador petista, o governo Bolsonaro governou para o sistema financeiro, para os bancos e para a elite econômica.

A falta de sensibilidade social ficou expressa nos cortes de recursos para saúde, educação, habitação e infraestrutura. “Parece até que é um governo que tem algum preconceito estrutural, ou seja, de relegar à pobreza a um distanciamento e a marginalidade”, avaliou o senador e vice-líder da bancada do PT.  De acordo com o senador, para o governo “ser pobre é um crime, algo que marginalizasse os cidadãos e cidadãs por não ter tido oportunidade de ter uma vida melhor, um emprego melhor”.

Um dos exemplos dessa política é a reforma da Previdência, que retirou recursos da economia, reduzindo rendimentos das famílias e dos municípios. A redução de cerca de 40% dos ganhos dos aposentados afetará a economia dos municípios, em grande parte movimentada pelos rendimentos previdenciários. Por outro lado, o fim da política de valorização do salário mínimo afetará 48 milhões de brasileiros.

Desde janeiro, o governo Bolsonaro cumpriu a promessa de campanha de “bater continência” para a bandeira norte-americana, alinhando incondicionalmente o Brasil aos Estados Unidos. Em contrapartida, o que o país e os brasileiros ganharam foi a negativa de apoio para integrar a OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e o veto à importação de carne. Os interesses estrangeiros, por sua vez, estão sendo presenteados com leilões de petróleo, privatização de patrimônio público e liberação da exploração do trabalho.

No terreno internacional, a postura ideológica adotada por Bolsonaro e seu staff terraplanista, também isolaram o Brasil especialmente dos países da América Latina. Abandonando a diplomacia, Bolsonaro atacou a Venezuela, praticamente rompeu relações com a Argentina, e apoiou os seguidores do ditador Pinochet no Chile. Em consequência da política irresponsável, o Brasil corre o risco de perder mercados para exportação de seus produtos, com reflexo nos empregos dos trabalhadores brasileiros.

A campanha de ódio, associada à censura às artes, liberou toda sorte de ações criminosas que resultaram em queimadas das florestas, assassinatos de lideranças e militarização das escolas, entre outros exemplos. A prática miliciana, estimulada durante a intervenção militar no Rio de Janeiro, emergiu junto com o poder chegando ao caso da nebulosa apuração do assassinato da vereadora Marielle e do motorista Anderson, no Rio de Janeiro

 

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