Governo oferece reajuste de 15,8% a mais três categorias

Nas três reuniões do Ministério do Planejamento com servidores em greve, na manhã desta segunda-feira, o governo ofereceu reajuste de 15,8% às diferentes categorias. Novos encontros foram agendados, para que a pasta faça ajustes solicitados pelos sindicalistas e para que as lideranças tenham tempo de levar as propostas às suas bases.

Representantes das carreiras do Fórum de Ciência e Tecnologia; Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) retornam ao Planejamento na quarta-feira (22/08) para uma segunda rodada de discussões.

Os dirigentes foram unânimes em considerar baixo o percentual ofertado, que deve ser aplicado aos vencimentos ao longo de três anos. No entanto, todos concordaram em levar a proposta para ser votada nas assembléias de suas categorias. No último sábado (18/08), o secretário de Relações do Trabalho do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse em entrevista que o patamar servirá de parâmetro em todas as negociações e será o máximo oferecido pelo governo.

O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, que representou os servidores da Ciência e Tecnologia no encontro com Mendonça, disse que foi solicitado ao governo que incorporasse a gratificação de desempenho ao vencimento básico dos trabalhadores. Na nova reunião com o ministério, o Fórum de Ciência e Tecnologia terá a resposta a esse pleito e informará se aceita o percentual de 15,8% proposto pelo governo.

Segundo Josemilton, apesar de considerarem o patamar de reajuste baixo, os grevistas sabem do tempo apertado para as negociações. Os acordos precisam ser fechados até 31 de agosto, quando a proposta orçamentária com previsão dos gastos para 2013 deve ser encaminhada ao Congresso Nacional. “Estamos avaliando que [15,8%] está muito abaixo do que todos os setores estão reivindicando. Mas as bases é que vão decidir”, disse.

Para Wander Alcantelado, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Rio de Janeiro (Sintrasef), entidade que representou o Inpi na reunião de hoje, os servidores estão negociando “com a faca no pescoço”. “Está sendo uma negociação dura. Estamos sendo forçados a tirar leite de pedra”, disse. Os dirigentes do Sintrasef também solicitaram ao governo mudanças na proposta sem alteração do percentual de 15,8%.

“Estamos pedindo a incorporação integral de uma gratificação aos vencimentos básicos. A reposição do corte de ponto é outra reivindicação e também queremos que o parcelamento em três anos não engesse a categoria. No ano que vem tem que haver negociação novamente”, disse Alcantelado.

Segundo o sindicalista, os servidores do Inpi não chegaram a entrar em greve. “Houve paralisações pontuais e alguns dias vieram cortados no contracheque”. De acordo com o dirigente, haverá assembleia dos trabalhadores do Inpi amanhã às 10h30, no Rio de Janeiro, para debater a oferta governamental.

Sérgio Ballerini, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores de Metrologia, Normalização e Qualidade (Asmetro-SN), informou que os trabalhadores do Inmetro farão assembleia na quarta-feira de manhã para discutir a proposta do Planejamento e que foram solicitadas ao governo melhorias nos benefícios concedidos à categoria.

“Uma das reivindicações diz respeito ao nosso plano de saúde, que teve a parcela elevada em 300% para alguns servidores. Pedimos que isso seja revisto”, disse.

Na tarde desta segunda-feira, Sérgio Mendonça faz reuniões com representantes dos servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), fiscais agropecuários e controladores de voo. Para as 20h, está prevista nova reunião com o Condsef, que dessa vez representará 18 setores do Poder Executivo e Saúde, Previdência e Trabalho, que pedem equiparação salarial com as carreiras contempladas pela Lei 12.277/2010. O diálogo com eles é considerado importante, porque juntas essas categorias somam 500 mil servidores públicos.

Agência Brasil

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