Humberto integra missão para tentar ajudar ativista brasileira

O senador do PT irá à Rússia para intermediar pedido de libertação Ana Paula Maciel, presa desde 19 de setembro.

:: Da redação25 de outubro de 2013 16:13

Humberto integra missão para tentar ajudar ativista brasileira

:: Da redação25 de outubro de 2013

A justiça russa negou pedido
para que a brasileira responda
em liberdade apesar da
retirada da acusação de
pirataria (Greenpeace)

O senador Humberto Costa (PT-PE) participará, na próxima terça-feira, de uma missão do Senado à Rússia para tratar da libertação da ativista brasileira Ana Paula Maciel, presa na cidade de Murmansk, a dois mil quilômetros de Moscou. O anunciou da comissão especial, que também será integrada pela Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), foi feito pelo presidente do senado, Renan Calheiros (25).

A decisão de criar uma comissão de parlamentares foi tomada durante encontro com deputados federais e um representante do Greenpeace no Brasil. O grupo pediu a Renan o apoio para um diálogo com o Parlamento russo com o objetivo de colaborar na libertação de Ana Paula que mesmo com a retirada das acusações de pirataria continua detida, agora sobre a acusação de vandalismo.

Na semana passada, presidente da Casa já tinha enviado uma correspondência à presidente do Conselho da Federação da Assembleia Federal da Rússia (equivalente ao Congresso Nacional brasileiro), Valentina Matvienko, solicitando a rápida liberação da brasileira e pedindo a consideração da carta de garantias apresentada pelo Governo brasileiro, para que Ana Paula responda às acusações em liberdade.

Na quinta-feira, a Justiça da Rússia negou o recurso da brasileira para que pudesse responder em liberdade, mediante pagamento de fiança. Outros 28 ativistas presos durante protesto contra a exploração de petróleo no Ártico também tiveram negados os pedidos de fiança. Segundo informações do Greenpeace, teria sido ignorada a carta de garantia assinada pelo embaixador brasileiro no país, Fernando Barreto. No documento, o governo brasileiro assegurava às autoridades russas que ela teria bom comportamento e que se apresentaria ao tribunal sempre que fosse requisitada.

A família de Ana Paula também solicitou, por meio de seu advogado, que ela saísse da prisão e acompanhasse a audiência, mas o juiz também negou o pedido.

Com agências de notícias 

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