Humberto quer que Mantega vá ao Senado rebater palpiteiros

:: Da redação26 de fevereiro de 2013 19:13

Humberto quer que Mantega vá ao Senado rebater palpiteiros

:: Da redação26 de fevereiro de 2013

“Foi exatamente essa competência que garantiu
ao País continuar em uma situação de tranquilidade
e estabilidade que não existe em nenhum outro lugar”

O senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou, nesta terça-feira (26), à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado requerimento de convite para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, faça uma explanação sobre a situação econômica do País. “Tem muito palpiteiro de ocasião tanto de defender quando as coisas andam bem, quanto de pregar o caos que estaria prestes acontecer na economia brasileira. Nada melhor que o próprio ministro da Fazenda para trazer, aqui, a sua avaliação, o seu entendimento, e que possa ser sabatinado por todos nós e acima de tudo o que o Governo pretende fazer para garantir o crescimento do País”, disse Costa.

A iniciativa de Humberto é uma resposta ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que mais uma vez baseou seu discurso no plenário em notícias da grande imprensa nacional, desta citando o artigo “Eclipse no Brasil”, assinado por um repórter que atua como porta-voz do mercado financeiro, para criticar a forma como o Governo tem conduzido a economia brasileira. Dias falou em enfraquecimento da economia e a fuga de investidores do Brasil sem apresentar números. Não poderia. Os números veiculados pela revista referem-se à mudança de rota dos grandes grupos financeiros e especuladores, que não mais ganham fortunas do dia para a noite no mercado brasileiro.

Se a atenção do senador se voltasse para o relatório “Economia Brasileira em Persperctiva”, de 2012, produzido por instituições, como o Banco Central e a BDO Accountancy Network, a quinta maior consultoria do mundo, veria outro cenário. Em documentos tornados públicos pelo Ministério da Fazenda, o BC e a BDO, em resumo, concluem que os fundamentos da economia brasileira continuam sólidos, como demonstram a redução do percentual entre dívida líquida e PIB, o alongamento da dívida interna, as reservas internacionais em ascensão, os juros mais baixos da história, a desoneração fiscal e os incentivos ao desenvolvimento, sem contar a alta contínua da renda do trabalhador e a taxa de desemprego em seu menor patamar histórico, embora não agradem os que buscam dinheiro fácil no mercado, amplia a confiança dos investidores que o Brasil mais precisa. Essa categoria de investidores – que investem na produção e não na ciranda do mercado financeiro – é a responsável pelo crescimento dos investimento direto no Brasil durante os últimos anos. Em 2003, US$ 10,1 bilhões foram aplicados em investimentos produtivos no Brasil. Durante os dez anos de governo do PT, a média anual do IED foi de US$ 34,9 bilhões, quantia quase duplicou durante o ano passado (US$ 55,3 bilhões de janeiro a outubro).
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O Brasil está entre os 10 maiores destinos de IED. Comparando o 1º semestre de 2012 com o mesmo período em 2011, houve um aumento 8,0% do IED recebido pela

América Latina e países do Caribe. O Brasil aparece como o quinto maior receptor de IED do mundo durante o mesmo período. Ao longo dos últimos anos, o Brasil tem recebido um crescente fluxo de capital produtivo e subiu para o terceiro lugar em 2012.

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Ao defender a condução da economia brasileira, o senador Humberto Costa lembrou que desde 2008 – quando houve o primeiro estouro da crise financeira mundial – e em 2011, quando o governo brasileiro adotou uma série de medidas de estímulo ao mercado interno como desonerações tributárias e redução das taxas de juros – a atuação da equipe econômica tem mantido o País em um patamar confortável. O senador petista refutou qualquer preocupação quanto ao desempenho brasileiro. “Nós estamos manobrando a economia ao mesmo tempo em que no mundo ocorre uma crise de proporções enormes. Foi exatamente essa competência que garantiu o crescimento, embora limitado, a manutenção e o aumento do emprego, e o País continua em uma situação de tranquilidade e estabilidade que não existe em nenhum outro lugar”, ressaltou.

Segundo Humberto Costa, o debate com o ministro da Fazenda também servirá para aprimorar as discussões sobre a votação da Resolução 1/2013, que trata da unificação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além das novas regras de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) como parte do novo pacto federativo.

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