Humberto: União contra miséria tem valor simbólico

Este é um momento em que a política cumpre o seu papel de abrir portas e zelar pelos cidadãos. É um marco para a cidadania da população brasileira

:: Da redação23 de agosto de 2011 11:57

Humberto: União contra miséria tem valor simbólico

:: Da redação23 de agosto de 2011

Em discurso no plenário, nesta terça-feira (23/08), o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE) destacou a superação das diferenças políticas entre Governo e oposição no enfrentamento de um problema comum: o combate à pobreza extrema no Brasil. Humberto falou sobre a cerimônia que reuniu, na última quinta-feira, (18/08), a presidenta Dilma Rousseff e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello e os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin; de Minas Gerais, Antonio Anastasia; do Espírito Santo, Renato Casa Grande; e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. “Eles foram protagonistas do mais simbólico dos acordos que o programa Brasil Sem Miséria vem promovendo com os Estados e Prefeituras desde que foi lançado, em junho passado”, enfatizou.

“Desta vez, as diferenças políticas foram superadas e os governadores do PSDB uniram-se ao processo que irá cumprir um dos mais importantes compromissos assumidos pela presidenta Dilma durante sua campanha eleitoral: acabar com a pobreza extrema no Brasil”, disse Humberto.

A cerimônia, segundo Humberto, marca o início de uma nova convivência entre governo e oposição. “Esse novo marco foi fixado com clareza por Geraldo Alckmin”, lembrou o senador, citando uma frase do próprio governador paulista: “Este é um momento em que a política cumpre o seu papel de abrir portas e zelar pelos cidadãos. É um marco para a cidadania da população brasileira”.

Todos os programas sociais paulistas que foram lançados nos últimos anos, passaram a integrar a nova estratégia de combate à miséria nas grandes cidades do Sudeste definida pelo Governo Federal e levam em conta as especificidades da Região. Um exemplo é a alta concentração nas cidades da população que vive em extrema pobreza. Dos 2,7 milhões de cidadãos que vivem na região com renda mensal inferior a R$ 70, 79% concentram-se nas grandes cidades.

Humberto assegurou que, para esses brasileiros, os governos estaduais e a União promoverão, em conjunto, ações de localização e cadastramento da população que ainda não recebe benefícios sociais, além de cursos de qualificação profissional e geração de trabalho, de aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar e de complementação financeira do Bolsa Família.

“No caso de São Paulo, essa complementação foi garantida pelo acordo que prevê, até 2014, a inclusão de cerca de 300 mil novas famílias no principal programa de transferência de renda do Governo Federal”, destacou.

E concluiu: “O valor simbólico desta soma de esforços entre Governo e oposição deve ser reverenciado pelo Senado como exemplo de convívio republicano e civilidade política, nos quais – acima das nossas filiações partidárias – deve predominar o valor dos propósitos. É esse novo comportamento que devemos buscar aqui nesta Casa, para por fim aos prejuízos sociais, morais e políticos produzidos pela prática da oposição pela oposição, pela manutenção, a qualquer preço, da beligerância que aniquila toda boa intenção.”

Confira o discurso do senador Humberto Costa

Senhor presidente, prezadas senadoras, prezados senadoras. Na última quinta-feira, a presidenta Dilma Rousseff e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ao lado dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin; de Minas Gerais, Antonio Anastasia; do Espírito Santo, Renato Casa Grande; e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral foram protagonistas do mais simbólico dos acordos que o programa Brasil Sem Miséria vem promovendo com os Estados e Prefeituras desde que foi lançado, em junho passado.
Dos quatro governadores presentes à cerimônia ocorrida no Palácio dos Bandeirantes, Geraldo Alckmin e Antonio Anastasia ocupam hoje o posto das principais lideranças nacionais do PSDB. Ambos governam dois dos Estados de maior PIB. Também é importante ressaltar que a sede do governo paulista não recepcionava um presidente da República desde 2007, quando o então presidente Lula foi convidado para participar da recepção oferecida ao papa Bento 16, que visitava o Brasil pela primeira vez.

Desta vez, as diferenças políticas foram superadas e ambos os governadores do PSDB uniram-se ao processo que irá cumprir um dos mais importantes compromissos assumidos pela presidenta Dilma Rousseff durante sua campanha eleitoral: acabar com a pobreza extrema no Brasil.
A cerimônia foi a mais concorrida deste ano, dentre todas as que foram promovidas por São Paulo em sua sede de governo. A ela acorreram não só as lideranças políticas de todos os Estados do Sudeste, mas também o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, convidado pelo governador Alckmin para também recepcionar a presidenta da República, naquilo que o próprio governador definiu como “marco” na nova convivência que pretende estabelecer com o governo federal. Esse novo marco foi fixado com clareza por Geraldo Alckmin ao dizer: abre aspas: “Este é um momento em que a política cumpre o seu papel de abrir portas e zelar pelos cidadãos. É um marco para a cidadania da população brasileira”. Fecha aspas.

A correção de rota definida pelo governador fundamenta-se na civilidade das relações políticas e pessoais que os governantes devem cultivar. Também apoia-se na colaboração efetiva que o governo federal pode aportar em tecnologias para que o Estado mais próspero do País enfrente, de forma inédita, vários de seus graves problemas sociais. Todos os programas sociais paulistas que foram lançados nos últimos anos, desde a última quinta-feira, passaram a integrar a nova estratégia de combate à miséria nas grandes cidades do Sudeste definida pelo governo federal.

Os problemas a serem enfrentados na parceria inédita entre governos e a União têm a mesma magnitude dos números que espelham a pujança da região mais rica do Brasil. Mais do que isso, diferem dos problemas sociais das demais regiões do País. Um exemplo é a alta concentração nas cidades da população que vive em extrema pobreza. Dos 2,7 milhões de cidadãos que vivem na região com renda mensal inferior a R$ 70, 79% concentram-se nas grandes cidades. Para esses brasileiros desassistidos, os governos estaduais e a União promoverão, em conjunto, ações de localização e cadastramento da população que ainda não recebe benefícios sociais, além de cursos de qualificação profissional e geração de trabalho, de aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar e de complementação financeira do Bolsa Família. No caso de São Paulo, essa complementação foi garantida pelo acordo que prevê, até 2014 a inclusão de cerca de 300 mil novas famílias no principal programa de transferência de renda do governo federal.

Essa união de esforços merece o apoio de todas as lideranças nacionais e, em particular da classe política.

O valor simbólico desta soma de esforços entre governo e oposição deve ser reverenciado pelo Senado como exemplo de convívio republicano e civilidade política, nos quais – acima das nossas filiações partidárias – deve predominar o valor dos propósitos. É esse novo comportamento que devemos buscar aqui nesta Casa, para por fim aos prejuízos sociais, morais e políticos produzidos pela prática da oposição pela oposição, pela manutenção, a qualquer preço, da beligerância que aniquila toda boa intenção.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado

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