“Imagine se o PT ia ter de pagar ao líder do PT para votar no PT?”

:: Da redação16 de dezembro de 2013 19:43

“Imagine se o PT ia ter de pagar ao líder do PT para votar no PT?”

:: Da redação16 de dezembro de 2013

Viana questiona o mensalão

Ao se pronunciar no plenário do Senado, nesta segunda-feira (16), a favor do veto às doações de empresas para campanhas políticas, o senador Jorge Viana (PT-AC) defendeu os dirigentes do Partido dos Trabalhadores que estão presos no Distrito Federal.

Viana alertou para a gravidade do momento já que, a cada eleição realizada, cresce a influência do poder econômico nas campanhas eleitorais. A necessidade de se promover o financiamento eleitoral alcançou um nível “insustentável”, definiu.

Não é outra a causa que levou vários dirigentes do PT à prisão, acrescentou.

“Nós temos gente presa nesse País, companheiros nossos”, disse. “Falsearam, chamando de mensalão. É uma inverdade, uma enganação”.

Para ele, o que levou pessoas à prisão, “e inexplicavelmente não levou outros”, advertiu, “foi financiamento de campanha, financiamento de partido político”.

O parlamentar lembrou os ataques contra seu irmão, Tião Viana, que era senador no início das denúncias contra o PT, com total engajamento de todas as grandes empresas de mídia do Brasil. A verdade, frisou, nada tem a ver com a compra de votos para aprovar projetos de interesse do governo.

“Imagine se o PT ia ter de pagar ao líder do PT para votar no PT?”, perguntou o senador. “Meu irmão foi relator da reforma da Previdência. Está lá, nessa farsa. Se querem punir financiamento ilegal de partido e de campanha, estou junto. Mas imagine se, para o Tião aprovar a reforma da Previdência, o PT tinha que pagar pelos votos que o PT iria dar na reforma que tinha um relator como o Tião?”, questionou o senador. “Mas ficou. Está aí. E se mascara”.

Viana também não poupou os partidos de oposição que, mais uma vez unidos com várias das grandes empresas de mídia, são contrários à proibição de que as empresas doem dinheiro para os partidos políticos.

“E o interessante é que os mesmos que tentam dizer que era um mensalão, quando vem agora o Supremo, tomando uma medida certa, querendo tirar o poderio econômico das eleições, dizem que isso não é bom não; isso vai aumentar o caixa dois. Inexplicável”, afirmou.

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