Inflação tem a terceiro mês de queda consecutiva: 0,4%

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem a taxa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de junho, que ficou em 0,40%. Esse resultado teve um sabor amargo para aqueles que diariamente ganham espaços nos jornais para atemorizar a população de que a inflação está de volta.

:: Da redação9 de julho de 2014 19:37

Inflação tem a terceiro mês de queda consecutiva: 0,4%

:: Da redação9 de julho de 2014

Na verdade, o IPCA de junho está em queda desde março, quando ficou em 0,92%; em 0,67% em abril e 0,46% em maio. Em janeiro, o índice havia ficado em 0,55%, portanto, os preços estão recuando e isso faz silenciar os analistas e economistas de plantão que desde o começo do ano deram diversas entrevistas prevendo o caos, que a inflação não iria baixar. Até senadores de oposição embarcaram nas avaliações que agora são desmentidas.

O regime de metas de inflação, que permite o índice subir ou cair 2 pontos percentuais em relação ao que se chama de centro da meta, de 4,5% ao ano, está religiosamente sendo cumprido pelo governo brasileiro, esvaziando a tese alarmista de que a inflação estaria fora de controle.

Segundo o IBGE, a terceira queda consecutiva da inflação teve como reflexo justamente na redução dos preços dos alimentos e bebidas, que caíram de 0,58% em maio para 0,11% em junho.

Na semana passada, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, repetiu o que afirmou em diversas ocasiões no Senado Federal: “mesmo com as oscilações maiores verificadas no início do ano, a inflação está sob controle e encerrará 2014 respeitando os limites estabelecidos no âmbito do regime de metas”.

O setor de habitação também contribuiu para a inflação ficar mais baixa em junho porque os preços caíram de 0,61% em maio para 0,55% em junho, apesar da constatação de que os itens água e esgoto  tenham subido 0,95% e os preços dos alugueis residenciais tenham subido 0,84%.

Com informações do Blog do Planalto e do PT na Câmara

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