Educação

Interação e aprendizagem cresceram com restrição a celulares, diz ministro

Camilo Santana saúda estudantes que retomam as aulas, comemora avanço da educação em tempo integral e redução do abandono escolar, que caiu pela metade com o Pé de Meia

Luis Fortes/MEC

Interação e aprendizagem cresceram com restrição a celulares, diz ministro

Ministro Camilo Santana, da Educação, deseja um bom retorno a estudantes e faz balanço da gestão

O ministro da Educação, Camilo Santana, do Partido dos Trabalhadores, afirmou que a restrição do uso de celular nas escolas – decisão tomada pelo Governo Lula há um ano – trouxe resultados positivos, reforçando o foco no aprendizado. O ministro fez um pronunciamento em cadeia nacional rádio e televisão, neste domingo, 8, para saudar os estudantes da rede pública que retomam a partir de amanhã as aulas em 180 mil escolas do país.

“A medida, adotada para proteger os estudantes, reforçou o foco no aprendizado. Agora, celulares e tecnologia em sala de aula são utilizados apenas como ferramentas pedagógicas. Para consolidar esse avanço, o governo do Brasil ampliou significativamente a conectividade das escolas públicas, que passou de 45% em 2023 para 70% em 2026”, afirmou Santana.

O ministro citou vários dados que comprovam o avanço do atual governo na educação, com políticas públicas inclusivas e valorização dos professores. Várias obras que estavam paralisadas foram retomadas, disse o ministro, e 2.250 unidades escolares, creches e quadras esportivas foram entregues à população. Além disso, há 6 mil obras em andamento.

“São muitas notícias boas que tornam ainda mais especial essa volta às aulas. Esse é o Brasil. Brasil que cresce com o governo que está do lado dos estudantes e do povo brasileiro, que acredita que o futuro da nossa gente está na educação. Estudantes, professores e famílias brasileiras, acreditem e no potencial de cada um de vocês. Acreditem que o futuro do Brasil está sendo construído e pertence a nós brasileiros”, disse o ministro.

Educação em tempo integral

Quando foi iniciado o Governo Lula 3, havia política de educação integral em apenas 17% dos municípios do país, contou o ministro. “Hoje, 91% das cidades brasileiras já registram política de educação em tempo integral.”

Outro resultado que é motivo de orgulho é o crescimento da alfabetização de crianças em tempo certo, que subiu de apenas 36% em 2023 para 60% em 2024.

O Pé de Meia, política que tem como foco reduzir a evasão escolar do ensino médico, segurando adolescentes e jovens nas escolas, também apresenta resultados concretos e já alcança 6 milhões de estudantes. O estudante que comprova a frequência e a aprovação recebe R$ 200 mensais. “E para o jovem do programa que passaram de ano, em breve a parcela de R$ 1.000 será depositado na conta.”

“O abandono escolar entre jovens caiu pela metade, assim como a taxa escolar, com mais estudantes na idade adequada para a série”, comemorou o titular da Educação.

Piso do magistério

Ao mesmo tempo em que investe em políticas públicas que melhoram a qualidade do ensino e as condições de aprendizagem dos estudante, o governo também olha para os  professores, que retornam ao trabalho com um ganho real no reajuste do piso do magistério, observou Camilo Santana. Além disso, a Carteira Nacional Docente do Brasil confere benefícios como acesso a mais de 9.000 cursos gratuitos de formação, vale computador e bolsa para estudantes de licenciatura.

“Houve investimentos na inclusão de alunos de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. O número de matrículas da educação especial quase dobrou nos últimos 3 anos”, disse.

Num balanço da gestão, o ministro pontuou, ainda, que os cursos populares agora “recebem apoio do governo do Brasil com suporte técnico e financeiro para preparação de estudantes que buscam ingressar na universidade pelo Enem, incluindo o pagamento de bolsas mensais”.

O sisu de 2026 já é o maior da história, o número recorde de instituições participantes e oferta de 5.000 novas vagas focado em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. O ProUni também bateu recordes com mais de 590.000 bolsas ofertadas. E o FIEMG oferece 112.000 vagas ao longo de 2026, financiando até 100% dos cursos pelo FIEMG Social.

O investimento na educação profissional e tecnológica também é expressivo: “São 106 novos institutos federais de construção, que abrirão mais de 140.000 vagas da rede federal. O número de matrícula subiu de 3.9 milhões para 4.5 milhões”.

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