Legado petista: mortes de crianças de até um ano têm o menor índice em 2015

:: Cyntia Campos24 de novembro de 2016 16:00

Legado petista: mortes de crianças de até um ano têm o menor índice em 2015

:: Cyntia Campos24 de novembro de 2016

Foto: Portal BrasilCyntia Campos
24 de novembro

As mortes de crianças com menos de um ano de idade representaram 2,5% do total de óbitos no Brasil em 2015. É o menor índice desde 1974, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a série histórica baseada em dados do Registro Civil. Esse percentual representa uma queda acentuada nas mortes de bebês no País: em 1995, elas representavam 9,2% do total e em 2005 já haviam caído para 4% em 2005.

A faixa até 5 anos de idade teve participação de 3% no total de óbitos em 2015 — em 2005, o percentual foi 4,8%. Segundo o estudo do IBGE, 31.160 crianças menores de um ano morreram em 2015 no país, número que expressa queda de 21,9% em relação ao apurado dez anos antes, de 39.921.

O instituto aponta que essa queda está relacionada à melhora da qualidade de vida e a ampliação ao acesso a serviços básicos e de saúde no país. O IBGE cita, ainda a “relativa melhoria na qualidade do atendimento pré-natal e durante os primeiros anos de vida dos nascidos”. Programas implementadas nos governos petistas como o Bolsa Família, Brasil Carinhoso, Mais Médicos, entre outros, deram sua contribuição para esse avanço.

“Os adversários podem dizer o que quiserem, mas não podem negar os profundos avanços sociais alcançados no Brasil durante os governos Lula e Dilma”, concluiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que destacou os animadores dados registrados no estudo do IBGE em pronunciamento ao plenário, nesta quinta-feira (24). “Ao longo de 13 anos, nós conseguimos tirar 20 milhões de pessoas da miséria”, registrou o senador. “Agora, querem desmontar todas essas conquistas, com a PEC 55 e o corte dos investimentos sociais durante 20 anos”.

Até o FMI reconhece
Em 2015, 14 milhões de famílias eram beneficiadas pelo Bolsa Família. Em maio daquele ano, um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) já apontava a eficiência do programa e das demais ações do Plano Brasil Sem Miséria no combate à extrema pobreza no País. De acordo com o FMI, um dos pontos altos do Bolsa Família era aliar a transferência de renda ao acompanhamento da saúde e da educação das crianças, adolescentes e mulheres grávidas que recebem o benefício.

“O baixo peso ao nascer, a mortalidade infantil, a subnutrição e a diarreia têm menor incidência entre os participantes do Bolsa Família, enquanto as taxas de amamentação e de vacinação aumentaram”, atestava o relatório do FMI divulgado em maio de 2015.

Desenvolvimento humano
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) também comentou os índices verificados no estudo do IBGE. “Esse é o verdadeiro legado dos governos petista: a ampliação da qualidade de vida das pessoas”. Ela citou outro estudo divulgado também esta semana, o chamado Radar IDHM, que aponta a melhoria da maioria dos indicadores sociais no período entre 2011 e 2014.

 

O Radar IDHM é elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e Fundação João Pinheiro. O estudo compara 60 indicadores sociais produzidos pela Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios, feita anualmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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