Mais escândalo?

Lindbergh questiona contrato suspeito feito pelo governo

Líder do PT no Senado pede informações ao Ministério dos Transportes sobre a contratação de escritório de advocacia por valor milionário e sem licitação
:: Carlos Mota16 de agosto de 2017 18:26

Lindbergh questiona contrato suspeito feito pelo governo

:: Carlos Mota16 de agosto de 2017

O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias, apresentou um pedido de informações ao Ministério dos Transportes, nesta quarta-feira (16), sobre um suposto contrato milionário e sem licitação do governo com um escritório de advocacia.

Trata-se do escritório Nélson Willians, contratado no ano passado pela diretoria do Porto de Santos, vinculado à Secretaria de Portos, para arbitrar uma disputa com a empresa Libra, que cobra uma dívida de R$ 2,3 bilhões da estatal. Além de o acordo ter sido feito sem licitação, o escritório pode receber até R$ 23 milhões (1% do valor da dívida) pela arbitragem do caso. E tem mais: a Libra doou R$ 1 milhão para Temer em razão das eleições de 2014.

Como a Secretaria de Portos responde ao Ministério dos Transportes, Lindbergh pediu informações à Pasta sobre o caso. Um dos questionamentos é se de fato houve a contratação de escritório de advocacia para arbitrar eventual disputa entre a diretoria do Porto de Santos e a empresa Libra. O líder ainda perguntou se os contratos com o escritório foram originados de processo licitatório e se há outros tipos de acordo como esse no órgão.

O caso vem sendo denunciado pela imprensa desde o ano passado e voltou à tona esta semana. Reportagem do Diário do Centro do Mundo (DCM) afirma que o prefeito de São Paulo, João Doria, utilizou um jato para ir a Palmas, no Tocantins, de propriedade do escritório Nélson Willians.

Dono do escritório envolto em meio à polêmica, Nélson Willians disse ao DCM que é amigo e advogado de Doria. A vinculação de Willians com os interesses de Temer também passam pelo processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Segundo o DCM, dois sócios de Nélson Willians prepararam o pedido de impeachment de Dilma Rousseff que Alexandre Frota levou a Brasília em 2015 – Cunha recebeu, mas colocou para votar outro pedido, o de Janaína Pachoal. O avião do escritório do advogado também levou Frota para participar das manifestações pró-impeachment de Dilma, no dia da votação.

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