Lula declara que Dilma é sua candidata à Presidência

Ex-presidente manifestou apoio à sucessora, nesta terça-feira, durante entrevista coletiva a blogueiros

:: Da redação8 de abril de 2014 17:31

Lula declara que Dilma é sua candidata à Presidência

:: Da redação8 de abril de 2014

Conversa do ex-presidente com blogueiros,
nesta terça-feira, durou mais de 4 horas
(Ricardo Stucket/Instituto Lula)

 

O ex-presidente Lula afirmou na manhã de hoje, 8, durante sua segunda entrevista coletiva para blogueiros, que sua candidata à Presidência da República na eleição deste ano é a companheira Dilma Rousseff. “Não sou candidato. Minha candidata é a Dilma Rousseff, que tem contribuído com o processo de democratização neste País”, afirmou.

Lula acrescentou que Dilma têm competência, condições políticas e técnicas e a capacidade que o Brasil precisa para avançar. “É disparadamente a melhor para fazer isso. Já cumpri minha tarefa e me dou por realizado”, disse o ex-presidente.

Antes de começar a entrevista coletiva, Lula fez um pequeno introdutório, para lembrar que sempre teve cuidado para não dar palpite na gestão de quem está governando, sobretudo quando essa pessoa foi sua indicação. “Não é fácil o papel de ser ex-presidente”, falou.

Segundo o ex-presidente, muitas vezes, políticos não gostam de eleger o sucessor para poder fazer oposição no dia seguinte. Por isso, é preciso aprender a respeitar o gestor. “Temos que tomar cuidado para não brigar. A mídia tentou criar uma briga entre Dilma e eu, e eu disse que se houvesse divergência, ela teria razão”, acrescentou.

Antiterrorismo

A primeira pergunta a Lula partiu do blogueiro Renato Rovai, da Revista Fórum, sobre o que o ex-presidente acha do projeto de lei antiterrorismo em tramitação. Lula repetiu a frase que tem dito desde as manifestações de junho: “a democracia que queremos construir não é uma democracia que signifique um pacto de silêncio”.

Lula considera desnecessária um lei antiterrorismo porque não há terrorismo no País. O ex-presidente tem convicção que a sociedade fez um processo de depuração normal de quem quer manifestar e de quem quer fazer baderna, como ocorreu nas grandes greves da Década de 80. “Tinha companheiro que fazia piquete e tinha companheiro tacando pedras nos ônibus. Esse não contribuía para a greve. Na porta da ex-Brastemp, tinha companheiro com estilingue e bolinha atirando nos ônibus. Cansei de dar esporro em quem fazia isso”, contou.

Lula afirmou que a democracia é um processo de evolução, com as manifestações demandando ações e conquistando alguma coisa a cada dia. Na sua opinião, não dá para reclamar das manifestações. “Foi dessa forma que aprendemos a fazer política, fazendo protestos, greves”, justificou.

Lula disse que quem coloca máscara deve estar se escondendo de alguém, dos pais, amigos, da namorada. “As manifestações não serão ruins para a imagem do Brasil. Será ruim se (o Brasil) não der conta da segurança para as seleções. Vendemos mais ingresso do que em qualquer copa, 65% para os brasileiros. Os Estados Unidos são o primeiro quem mais comprou ingressos, a Colômbia o segundo. A Argentina não sei, porque não está com muita fé no Messi”, comentou. “A única coisa que não pode acontecer é o Brasil não ganhar a Copa”,concluiu o ex-presidente.

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