Lula ganha mais um prêmio por diminuir pobreza no Brasil

O prêmio World Food Prize de 2011 nomeia personalidades que investiram em segurança alimentar. Para o Worldwatch Institute, Lula criou programas sociais capazes de garantir "um mínimo de renda, permitindo acesso a bens básicos e serviços", que reduziram a pobreza extrema no Brasil.

:: Da redação7 de outubro de 2011 13:14

Lula ganha mais um prêmio por diminuir pobreza no Brasil

:: Da redação7 de outubro de 2011

World Food Prize reconhece realizações do governo Lula

Dirigentes políticos de todo o mundo precisam assumir uma posição firme no combate à fome, à desnutrição e à pobreza, assegurando mais apoio à agricultura. A afirmação é dos pesquisadores do Projeto Alimentando o Planeta, do Worldwatch Institute, instituição que, na próxima semana, homenageará os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e John Agyekum Kufuoe, de Gana, com oWorld Food Prize, por “notáveis conquistas na redução da fome em seus países”.

A cerimônia será realizada durante o Simpósio Internacional Bourlag (homenagem ao cientista americano Norman E. Bourlag, criador do prêmio e vencedor do Nobel da Paz de 1970), no estado americano de Iowa, entre os dias 12 e 14.  O World Food Prize é um reconhecimento a líderes e governantes pelo investimento no futuro agrícola de seus países. Este ano, a escolha dos dois ex-presidentes “busca enfatizar a importância de lideranças transformadoras para a materialização de mudanças positivas na vida de seus povos”, afirma o comunicado da instituição.

O programa louva as iniciativas dessas lideranças — entre eles os ex-presidentes Lula e Kufuor — que investiram em melhorias agrícolas e contribuíram para reduzir a fome e a pobreza e lembra que ainda há um bilhão de famintos no mundo, o que exigirá mais investimento e apoio político para impulsionar a agricultura e aumentar a segurança alimentar no planeta.

“Eu estou convencido de que o que foi importante durante minha administração foi resultado da parceria com a população brasileira” disse o ex-presidente Lula ao saber da condecoração. “Eu estou emocionado de saber que o Brasil foi escolhido como um país que conseguiu boas políticas na área da agricultura e combate à fome. O Brasil tem muito a mostrar na área de segurança alimentar. E nós queremos compartilhar nossa experiência com outros países, especialmente da África e os paí­ses mais pobres da América Latina tanto nosso conhecimento técnico, quanto do ponto de vista da produtividade e distribuição de alimentos”, completou.

O comunicado do prêmio lembra que Lula, antes mesmo de assumir o governo, decidiu que sua principal prioridade seria combater a pobreza e a fome. E que através de iniciativas dentro do programa Fome Zero: como o Bolsa Família, o programa Mais Alimentos, e o programa de aquisição de alimentos para merenda escolar, houve uma significativa melhora na produção e acesso aos alimentos no Brasil.

O World Food Prize — Entregue anualmente desde 1994 e patrocinado pelo empresário e filantropo John Ruan — é um reconhecimento às conquistas de indivíduos que contribuem para o desenvolvimento humano ao melhorar a quantidade, qualidade ou oferta de alimentos no mundo e contribuem para alavancar a segurança alimentar no planeta. “A população mundial deverá chegar aos 7 bilhões de pessoas no final deste mês de outubro, o que aumenta a importância de se tratar a segurança alimentar como alta prioridade nas agendas dos governos”, afirmou Robert Engelman, diretor executivo do Worldwatch. “Líderes como Kufuor e [Lula] da Silva demonstram que vontade política e ações governamentais podem reduzir a fome. As oportunidades para isso em todo o mundo são imensas”.

“É importante reconhecer essa liderança de alto nível em agricultura num momento em que mais de um bilhão de pessoas ainda passam fome no mundo e o preço dos alimentos estão em alta e cada vez mais voláteis”, declarou Danielle Nierenberg, diretora do projeto Alimentando o Planeta. “A agricultura nem sempre é uma prioridade máxima para os dirigentes políticos — na África, apenas sete países investem 10% ou mais de seus orçamentos no setor. Mais do que nunca, é essencial que os dirigentes políticos apóiem inovações na agricultura sustentável de forma a reforçar a segurança alimentar”. Nierenberg frisa que o descaso continuado dos governos vem aumentando a pressão sobre produtores rurais, especialmente diante das conseqüências das mudanças climáticas e constante aprofundamento da escassez de água.

Os dois agraciados com o World Food Prize em 2011 deram “consideráveis contribuições aos setores agrícolas de seus países”, afirma o Worldwatch. O Worldwatch destaca que entre as grandes metas do ex-presidente Lula figuravam a redução da pobreza, a melhoria do acesso à educação, como forma de assegurar a inclusão dos mais pobres, e garantir que “cada brasileiro fizesse três refeições por dia”. O instituto lembra que a partir do conjunto de programas e ações reunidos no Fome Zero, o número de famintos no Brasil, durante o governo Lula, foi reduzido para a metade e o percentual de brasileiros vivendo na extrema pobreza caiu de 12% da população, em 2003, para 4,8%, em 2009.

Durante o governo do presidente Kufuor, Gana reduziu seu número de famintos e miseráveis pela metade. Reformas econômicas fortaleceram o investimento público em agricultura e alimentação, contribuindo decisivamente para quadruplicar o produto interno bruto do país entre 2003 e 2008. Programas de capacitação de agricultores ajudaram a dobrar produção nacional de cacau, entre 2002 e 2005. O país também investiu pesadamente em merenda escolar e apoio à agricultura familiar, por meia da irrigação, melhoramento de sementes e diversificação de lavouras, barateamento de implementos e melhoria das estruturas de escoamento e armazenamento da produção.

O Worldwatch destaca que entre as grandes metas do ex-presidente Lula figuravam a redução da pobreza, a melhoria do acesso à educação, como forma de assegurar a inclusão dos mais pobres, e garantir que “cada brasileiro fizesse três refeições por dia”. O instituto lembra que a partir do conjunto de programas e ações reunidos no Fome Zero, o número de famintos no Brasil, durante o governo Lula, foi reduzido para a metade e o percentual de brasileiros vivendo na extrema pobreza caiu de 12% da população, em 2003, para 4,8%, em 2009.

Além de Gana e do Brasil, o Worldwatch destacou que em todo o planeta há governantes, agricultores, ativistas e outras lideranças cujas ações tem contribuído para aliviar a fome e a pobreza. Iniciativas de sucesso, pesquisadas em 25 países da Africa Sub-Saariana, constam do relatório “Inovações que alimentam o planeta”, publicado pelo Instituto. 

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