Mantega garante que Brasil tem musculatura para enfrentar pós-crise

:: Da redação18 de fevereiro de 2014 19:34

Mantega garante que Brasil tem musculatura para enfrentar pós-crise

:: Da redação18 de fevereiro de 2014

No balanço do terceiro ano do PAC, ministro lembrou que turbulência global nasceu por decisões do BC dos EUA

“Nossos parâmetros mostram País preparado
para enfrentar a turbulência” (fazenda.gov)

Ao fazer um balanço do terceiro ano do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) nesta terça-feira (18), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar que a retirada dos estímulos à economia dos Estados Unidos levou volatilidade aos mercados emergentes, cujo efeito ocasionado foi a queda das bolsas de valores e a desvalorização das moedas. “Em janeiro e fevereiro, essa turbulência afetou todos os países e não apenas os emergentes”, observou. Apesar de a economia mundial estar passando por um período ‘doloroso’ de transição para um estágio pós-crise, “o Brasil está preparado porque possui fundamentos econômicos sólidos, como inflação sob controle e uma política fiscal consistente”, afirmou.

O ministro da Fazenda discordou dos recentes estudos que colocam a economia brasileira entre as mais vulneráveis do planeta: “Isso é um equívoco. Nossos parâmetros mostram que o País está preparado para enfrentar essa turbulência”, frisou, lembrando que o Brasil dispõe de US$ 376 bilhões em reservas internacionais; é a quinta maior economia do mundo e possui a menor dívida externa em curto prazo. Mantega acrescentou que o real, nos últimos seis meses, manteve-se estável e que o País continua atraindo investimentos estrangeiros.

Para este ano, o ministro prevê uma recuperação da economia mundial, onde Estados Unidos e a Europa podem apresentar um crescimento gradual. No caso brasileiro, os investimentos impulsionados pelo PAC e as concessões na área de infraestrutura vão induzir o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

A declaração de Mantega tende a deixar a oposição furiosa, já que é com frequência quase diária que se vê analistas e a oposição acusando-o de ser otimista demais. Aliás, nesta terça-feira, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou um pedido para que o Senado coloque em votação um voto de censura ao relatório inconsistente divulgado na semana passada pelo banco central americano, o Federal Reserve.

A nova presidente do FED, Janet Yellen, com base no relatório Monetary Policy Report afirmou que o Brasil seria a segunda economia mais vulnerável de um grupo de 15 países, atrás da Turquia. Só que a verdade é que Yellen, assim como seu antecessor, Ben Bernanke, não suporta a crítica de vários países, Brasil à frente, à condução da política monetária dos Estados Unidos que é perniciosa às economias emergentes. E foi a própria Yellen, no Congresso americano, que deu a notícia fria de que não espera uma recuperação do emprego nos Estados Unidos. Detalhe: no relatório do FED não há uma linha mostrando que o Brasil tem uma das mais – senão a menor – taxa de desemprego do planeta: só 4,3%.

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