MEC entrega tablets a professores de ensino médio da rede pública

:: Da redação21 de novembro de 2012 13:48

MEC entrega tablets a professores de ensino médio da rede pública

:: Da redação21 de novembro de 2012

Segundo Mercadante, os equipamentos vão auxiliar os professores na medida em que poderão preparar suas aulas no tablet e transmitir o conteúdo em um projetor interativo, ou ainda fazer pesquisas

A partir do próximo ano professores de ensino médio de escolas públicas poderão preparar e ministrar suas aulas com o auxílio de equipamentos de acesso à internet – os tablets, liberados pelo Ministério da Educação nesta terça-feira (20/11), em Brasília, aos 53 coordenadores estaduais do Programa Nacional de Tecnologia Educacional e representantes de 18 universidades federais.

Os coordenadores do programa farão cursos de formação para, em seguida, treinar os multiplicadores, que formarão os professores em cada estado participante. “Estamos avançando em uma sociedade do conhecimento, os acervos digitais estão disponíveis na internet, então é preciso inserir professores e a escola neste contexto. Temos este desafio”, destacou o ministro Aloizio Mercadante, ao entregar os cinco mil tablets que chegarão às escolas públicas no início de 2013.

Para Mercadante, começar a capacitação dos tablets pelo professor do ensino médio é estratégico. “Estamos discutindo como melhorar o ensino médio e temos que fortalecer o professor dentro de sala de aula e o melhor caminho é o tablet”, avaliou. Os equipamentos vão auxiliar os professores na medida em que poderão preparar suas aulas no tablet e transmitir o conteúdo em um projetor interativo, ou ainda fazer pesquisas.

Segundo o MEC, com a entrega de novas tecnologias da informação, os professores e as escolas públicas vão poder combinar os equipamentos com as demais mídias. Ele citou o Portal do Professor, onde estão disponíveis cerca de 15 mil aulas criadas por educadores e aprovadas por um comitê editorial do MEC. Além disso, o ministro destacou que todas as obras literárias e livros didáticos adquiridos pela pasta também estão disponíveis no equipamento.

Todas as escolas indicadas pelos estados receberão um projetor para cada quatro salas de aula e dois tablets de 9,7 polegadas.

Licitação

Em 2012, o Ministério da Educação transferiu recursos para 24 estados e Distrito Federal, para a compra dos equipamentos no valor de R$ 117 milhões, o equivalente a 382.317 tablets, que serão destinados a escolas públicas. Foram licitados dois modelos, um com sete e outro com 9,7 polegadas. A tela do equipamento possui resolução de 1024×600 pixels, armazenamento interno de 16 gigabytes e processador de um giga-hertz. O aparelho conecta-se a redes sem fio (tecnologia WiFi), entre outras especificações técnicas. Além disso, com o objetivo de ampliar as funcionalidades pedagógicas, o tablet pode ser conectado a televisores, monitores e projetores, possibilitando apresentações em sala de aula ou em outros ambientes.

A compra dos tablets ocorreu por meio de um pregão eletrônico que contou com a participação de 20 empresas. As vencedoras foram as empresas Positivo e Digibrás. Ambas são nacionais e promovem a montagem dos equipamentos no Brasil. Os estados e municípios podem aderir diretamente ao registro de preços, cuja ata terá vigência até junho de 2013. Além disso, as empresas farão a entrega e oferecerão garantia de 24 meses.

O modelo de sete polegadas para distribuição nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste tem um custo de R$ 278,90 e R$ 276,99 para o Nordeste e Sul. Já o modelo de 9,7 polegadas pode ser adquirido pelos estados pelo valor de R$ 461,99 para o Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste e R$ 462,49 para Nordeste e Sul.

O modelo de licitação dos tablets é o mesmo já utilizado em outros processos licitatórios do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), como compras de uniformes, ônibus escolares, mobiliários para escolas da rede pública de ensino, entre outros. A aquisição em escala, como a realizada nesta compra, reduz os preços dos produtos licitados. Outras vantagens dessa forma de compra são uma maior transparência nas licitações, rapidez na contratação, padronização e controle de qualidade.

Com informações do Portal do Planalto e Ministério da Educação

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