Ministra Marta rebate falsa polêmica: moda também é cultura

Em artigo na Folha desta quinta-feira (29), ministra explica que projetos de moda precisam obedecer a critérios da Lei Rouanet para receber incentivos.

“A moda traduz muito da vida e cultura da história de um povo”, argumenta a ministra da Cultura, Marta Suplicy, em artigo publicado na edição desta quinta-feira (29) da Folha de S. Paulo, para defender o acesso da cadeia produtiva da indústria da moda à Lei Rouanet. Marta apresenta um contraponto à polêmica iniciada no início desta semana pelo próprio jornal com reportagem que impôs o questionamento ao apoio cultural para o setor.

“A moda também gera símbolos. Marcas que, de tão importantes, se tornam até sinônimo da cultura do País. Atraem turistas, agregam valor a outros produtos e se, combinadas com gastronomia, música, monumentos, potencializam uma imagem positiva e contribuem para o ‘soft power’ do País”, diz a ministra no texto intitulado “Moda é cultura”.

Marta Suplicy explica que para serem enquadrados na Lei Rouanet os projetos de moda precisam se adequar a quatro critérios: promover internacionalização (impacto na imagem Brasil), ter simbologia brasileira (mostrar raízes e tradição), formar novos profissionais (estilistas ou na cadeia produtiva), ou ainda preservar acervos. “O primeiro a apresentar projeto com base nesses critérios foi Pedro Lourenço, jovem estilista já com reputação para participar da Semana da Moda em Paris”, destaca.

“Como ministra, chamei para mim a decisão, pela simbologia de quebrar um paradigma na afirmação que moda é cultura; por entender a importância da repercussão de um brasileiro estar nesse desfile (cobertura midiática), abertura e interesse pela nossa indústria da moda e para a construção de uma imagem de um Brasil criativo, moderno e atraente. Queremos um Brasil que transcenda o País do Carnaval, sol e biquíni”, defende.

Confira íntegra do artigo: Moda é cultura

 

Leia mais:

A moda e a Lei Rouanet


To top