Mortalidade infantil no Brasil cai 73% desde 1990, afirma UNICEF

:: Da redação13 de setembro de 2013 15:58

Mortalidade infantil no Brasil cai 73% desde 1990, afirma UNICEF

:: Da redação13 de setembro de 2013

De acordo com o Unicef, atuação do SUS e o Bolsa-Família contribuíram para o resultado positivo.

Taxa registrada pelo Brasil é bem maior do
que a média global, que foi de pouco mais
de 40% 

Vários países em todo o mundo, incluindo o Brasil, estão diminuindo rapidamente a mortes de crianças, demonstrando que é possível reduzir de forma drástica a mortalidade infantil no espaço de duas décadas. O Brasil promoveu uma redução de 73% da mortalidade infantil (até cinco anos de idade) – taxa bem maior do que a média global, que foi de pouco mais de 40%.  Em 1990, o Brasil registrava 58 mortes a cada mil crianças nascidas, número que foi reduzido para 16 em 2011. De acordo com o estudo, taxa de mortes de crianças brasileiras com menos de 5 anos era de 62 por mil nascimentos em 1990 e em 2012 estava 14 por mil nascimentos.

De acordo com o Unicef, a queda foi possível graças a uma série de medidas como a criação do SUS (Sistema Único de Saúde), com foco na atenção primária da saúde, avanços no atendimento materno e recém-nascido, melhoria nas condições sanitárias, promoção do aleitamento materno e criação de iniciativas de proteção social como o Bolsa-Família. O Relatório Mundial da Saúde 2013, publicado mês passado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que o Bolsa Família reduziu em até 17% o índice de mortalidade infantil nas 2.853 cidades pesquisadas, entre 2004 e 2009. O estudo apontou também que o programa foi responsável direto pela diminuição de 65% das mortes causadas por desnutrição e por 53% dos óbitos causados por diarreia em crianças menores de cinco anos.

O Brasil já atingiu com quatro anos de antecedência uma das mais importantes metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que é a redução da taxa de mortalidade infantil (menores de 1 ano de idade) em dois terços entre 1990 e 2015.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pelo Grupo Interinstitucional de Estimativas sobre Mortalidade Infantil das Nações Unidas, pela Divisão de População do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA) e pelo Banco Mundial – mostram que o número de crianças menores de cinco anos que morreram em todo o mundo caiu de quase 12 milhões, em 1990, para 6, 9 milhões, em 2011.

O Relatório de Progresso 2012 – intitulado ‘O compromisso com a sobrevivência da criança: Uma promessa renovada’ – analisa as tendências nas estimativas de mortalidade de crianças pequenas, desde 1990, e mostra que, em todas as regiões do globo, as reduções mais significativas foram alcançados na mortalidade de crianças menores de 5 anos.

O Brasil é o sétimo país do mundo que mais teve declínio no índice de mortalidade infantil. Os países que mais conseguiram erradicar a morte de crianças menores de cinco anos no período foram Maldivas (89%), Estônia (82%), Arábia Saudita (82%), Turquia (81%) e Macedônia (80%). Na região, o país tem, junto com o Peru, maior índice de queda de 1990 até 2012. A queda na mortalidade infantil fez com que o Brasil atingisse o Objetivo do Desenvolvimento do Milênio 4 (ODM 4), que visava a queda da mortalidade infantil em 66% entre os anos de 1990 e 2015.

Mundo
O relatório destaca que países de baixa renda, como Bangladesh, Libéria e Ruanda; de renda média, como Brasil, Mongólia e Turquia; e de renda alta, como Omã e Portugal, têm feito progressos impressionantes na redução das taxas de mortalidade de crianças menores de cinco anos, diminuindo este indicador em mais de dois terços, entre 1990 e 2011.

O número de crianças menores de 5 anos que morreram em todo o mundo caiu de quase 12 milhões, em 1990, para 6, 9 milhões, em 2011. Apesar dos ganhos, ainda está longe de ser alcançado o quarto objetivo de desenvolvimento do milênio, que estipula a redução global da taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos em dois terços entre 1990 e 2015. Apenas seis das 10 regiões mundiais estão a caminho de atingir a meta.

Com informações da ONU e UNICEF

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