Na mídia: para Viana, declarações de Barbosa não ajudam o País

“Para os que dirigem os Poderes eu acho que o melhor é cada um cuidar do seu e ajudar a fortalecer o do outro”, afirmou o senador.

:: Da redação21 de maio de 2013 14:17

Na mídia: para Viana, declarações de Barbosa não ajudam o País

:: Da redação21 de maio de 2013

“Eu gostaria muito de que quem dirige uma
instituição ajude a fortalecer a outra e isso
não está acontecendo”

O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), reagiu às declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que voltou a criticar o Legislativo. Para Viana, a fala em nada ajuda o fortalecimento das instituições: “Eu gostaria muito de que quem dirige uma instituição ajude a fortalecer a outra e isso não está acontecendo, lamentavelmente, sem desencontros. Para os que dirigem os Poderes eu acho que o melhor é cada um cuidar do seu e ajudar a fortalecer o do outro”, disse, em entrevista a jornalistas.

A indignação do senador deve-se a mais um ataque de Barbosa, que, durante palestra a estudantes de Direito numa universidade particular de Brasília,  Barbosa ao Legislativo e aos partidos políticos. “Temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com partidos que nos representam no Congresso. Nem tampouco esses partidos e seus líderes têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder”, disse o presidente do STF. Ele ainda acrescentou que uma das razões do que chamou de “ineficiência e incapacidade do Congresso” é o domínio do Legislativo pelo Executivo.

Indignado
Não é a primeira vez que Viana se irrita e contesta as ironias de Barbosa.  Quando o ministro se pronunciou sobre a criação de novos tribunais regionais federais, conseguiu tirar o senador acreano de sua tranquilidade habitual. Relator do texto que autorizou a criação de quatro novos tribunais, Viana rechaçou com veemência a acusação de Barbosa de que a Proposta de Emenda Constitucional, que passou pela Câmara dos Deputados, depois de ser apreciada pelo Senado, teria sido aprovada de maneira sorrateira.

“Quem cala consente e eu não vou calar. Eu sou um senador da República, estou vice-presidente do Senado e falou-se que a votação foi sorrateira. O que é sorrateiro? É algo feito de madrugada, às escondidas e por meio de negociata. Eu fui relator da proposta e não fiz nada de maneira sorrateira”, rebateu. Ele também criticou o clima estabelecido entre uma autoridade importante do Poder Judiciário integrantes de entidades de classe,  que representam juízes.

Mais irritação
A verborragia também irritou a oposição. O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira disse que seu partido “é de verdade”. O primeiro vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), disse que Joaquim Barbosa não tem apreço pela democracia. Diante das primeiras reações no Congresso, a assessoria da presidência do Supremo divulgou nota, negando que Joaquim Barbosa tenha tido a intenção de criticar o Legislativo. Ressaltou que as declarações foram feitas em ambiente acadêmico, com o objetivo de estimular o senso crítico dos alunos.

Mesmo assim, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, se manifestou. Por meio da assessoria, ele disse que as declarações de Barbosa foram desrespeitosas e não contribuem para a harmonia entre os poderes.

Giselle Chassot, com informações do portal G1.

Veja a matéria do jornal das Dez, da GloboNews

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