Na mídia: Pronatec terá 800 mil matrículas privadas em 2014

Valor Econômico destaca meta anunciada pelo ministro da Educação sobre o investimento do Governo em cursos profissionalizantes.

:: Da redação20 de novembro de 2013 13:35

Na mídia: Pronatec terá 800 mil matrículas privadas em 2014

:: Da redação20 de novembro de 2013

Segundo Mercadante, a prioridade ao Pronatec é
uma estratégia para áreas específicas da economia
como qualificação em tecnologia e na indústria (EBC)

Instituições de ensino superior particulares credenciadas pelo Ministério da Educação poderão abrir 800 mil vagas em cursos profissionalizantes focados em áreas entendidas pelo Governo Federal como estratégicas para a economia no ano que vem, como tecnologia e setor industrial.

A meta foi anunciada ontem, em São Paulo, pelo ministro Aloizio Mercadante, que salientou que essas matrículas engrossarão o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e serão custeadas com recursos federais.

De acordo com o ministro, universidades que já têm “expertise” na oferta de cursos superiores na área de tecnologia, como engenharia e computação, desenharão programas de formação profissional. Serão dois processos seletivos em 2014, um com 400 mil vagas em fevereiro e outro com mais 400 mil vagas em agosto.

O Pronatec completou dois anos em outubro com 4,7 milhões de vagas criadas – a meta do programa é atingir 8 milhões matrículas até 2014. Escolas vinculadas ao Sistema S (Senai, Senac, Senar e Senat) e unidades estaduais e federais são as principais ofertantes. O governo só começou a incluir as instituições privadas no segundo semestre deste ano, por meio do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Em agosto foram abertas 240 mil vagas. Foram preenchidas entre 180 mil e 190 mil.

“Foi um bom desempenho para essa primeira experiência. Escolas privadas têm que participar mais da formação de técnicos, assim como as empresas, que têm que investir na formação de seus profissionais. Formar mão de obra especializada é prioridade absoluta atualmente”, afirmou Mercadante.

Das 4,7 milhões de matrículas do Pronatec, 1,6 milhão são referentes a cursos de longa duração, integrados ao ensino médio regular, e o restante compreende cursos profissionalizantes de curta duração, sendo 790 mil vagas para brasileiros beneficiários do programa Brasil sem Miséria.

Mercadante disse ainda que o Pronatec auxilia na capacitação de trabalhadores que perderam o emprego. “Para quem já recebeu o seguro-desemprego uma vez, fazer um curso profissionalizante passou a ser obrigatório. Isso ajuda a reduzir a rotatividade no mercado de trabalho”, disse.

Valor Econômico 

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