“Pelo menos, R$ 50 milhões”. Este é o valor que teria deixado de ser investido no transporte público paulista para engrossar as contas bancárias de gestores tucanos, segundo a manchete de capa da revista Istoé do último fim de semana. A revista teve acesso a documentos que comprovam a existência de uma rede criminosa, criada no início da hegemonia tucana a frente do governo de São Paulo com Mario Covas, que utiliza paraísos fiscais, empresas de fachada e fraudes em licitações para desviar dinheiro de obras do metrô e dos trens metropolitanos.
De acordo com a reportagem “O esquema saiu dos trilhos”, há cinco anos o propinoduto é investigando por autoridades internacionais e brasileiras e está avançado graças à cooperação da empresa alemã Siemens, em troca de imunidade administrativa e criminal.
A última edição da revista Carta Capital também repercutiu a denúncia na matéria “A farra dos trilhos”. A semanal revela que a manipulação das licitações é mantida há mais de 20 anos. Entre as companhias delatadas estão as subsidiárias de gigantes da indústria de transportes, como a francesa Alstom, a espanhola CAF, a canadense Bombardier e a japonesa Mitsui.
Confira a íntegra da matéria da Istoé – a Carta Capital não disponibiliza as matérias da revista no site:
Foto: Agência Brasil