Não se pode aceitar que uma capa de pessimismo ofusque o avanço do Brasil

:: Da redação9 de setembro de 2013 15:16

Não se pode aceitar que uma capa de pessimismo ofusque o avanço do Brasil

:: Da redação9 de setembro de 2013

 

“O povo quer, o Brasil pode e o governo está
preparado para avançar nesta marcha
(mudanças) no País”

O pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e televisão na última sexta-feira (6) continua tendo ampla repercussão nas redes sociais pela importância de seu conteúdo. A presidenta afirmou, categoricamente, que o verdadeiro caminho da independência do Brasil é a educação, onde o pacto a favor do Brasil tem como premissa garantir mais recursos para a educação. Esse pacto, disse Dilma, prevê a destinação de 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do pré-sal para essa área estratégica, o que será um dos maiores legados de seu governo para as gerações presentes e futuras por um período mínimo de 50 anos.

“Devemos transformar a riqueza finita do petróleo em uma conquista perene da nossa sociedade. A educação é a grande estrada da transformação, a rota mais ampla e segura para o Brasil seguir avançando e assegurando oportunidades para todos. O verdadeiro caminho da independência”, afirmou –na tarde desta segunda-feira (9) acontecerá, no Palácio do Planalto, a solenidade de sanção da lei que garantirá recursos dos royalties do petróleo para a educação nos próximos anos.

Mais Médicos
No pronunciamento de Dilma, repetido hoje no programa Café com a Presidenta, da Agência Brasil, ela destaca que o programa Mais Médicos está se tornando realidade e a população que mais precisa vai sentir os efeitos e entender melhor o significado dessa política pública, especialmente quem mora nas periferias das grandes cidades, nos pequenos municípios e nas regiões mais remotas do País. Esses brasileiros e brasileiras, segundo a presidenta, conhecem bem o que é o sofrimento de chegar a um posto de saúde e não encontrar médico ou, ainda, aqueles que viajam centenas de quilômetros em busca de socorro. Com o programa Mais Médicos esse dilema tende a acabar.

“O Brasil tem feito e precisa fazer mais investimentos em hospitais e equipamentos. Porém, a falta de médicos é a queixa mais forte da população pobre. Muita morte pode ser evitada, muita dor diminuída e muita fila reduzida nos hospitais, apenas com a presença atenta e dedicada de um médico em um posto de saúde. A vinda de médicos estrangeiros, que estão ocupando apenas as vagas que não interessam e não são preenchidas por brasileiros, não é uma decisão contra os médicos nacionais. É uma decisão a favor da saúde”, enfatizou.

Xô pessimismo
A presidenta aproveitou seu discurso para criticar, indiretamente, aquela corrente que parece torcer contra o Brasil. Segundo Dilma, há um Brasil de grandes resultados e que não se pode aceitar que uma capa de pessimismo ofusque o mais importante, o avanço do Brasil nos últimos anos. Ela lembrou que a economia brasileira foi uma das que mais cresceu no segundo trimestre, e que a inflação está em queda e o emprego continua crescendo.

Dilma observou que todos os setores da economia cresceram no segundo trimestre, com a indústria e os investimentos mostrando uma franca recuperação. A presidenta disse que a inflação ficará pelo décimo ano consecutivo dentro da meta, tanto é que o índice está em queda e o mesmo ocorre com os preços da cesta básica nas 18 capitais pesquisadas. O emprego, por sua vez, permanece em crescimento. Desde 2011 foram criados 4,5 milhões de empregos.

“O melhor é que crescemos em todos os setores, e a indústria e os investimentos mostraram franca recuperação. Falharam mais uma vez os que apostavam em aumento do desemprego, inflação alta e crescimento negativo. Nosso tripé de sustentação continua sendo a garantia do emprego, a inflação contida e a retomada gradual do crescimento. Vamos manter o equilíbrio fiscal, o estímulo ao investimento, a ampliação do mercado interno e a garantia de nossas reservas internacionais para estabilizar as flutuações do mercado cambial”, garantiu.

A presidenta lembrou que há 191 anos o Brasil viveu sua primeira grande mudança política, ao deixar de ser uma colônia para se tornar um país independente e, segundo ela, hoje “nosso Grito do Ipiranga é o grito para acelerar o ciclo de mudanças que, nos últimos anos, tem feito o Brasil avançar”.

“O povo quer, o Brasil pode e o governo está preparado para avançar nesta marcha. 2013 tem sido um ano de intensos desafios políticos e econômicos aqui e no resto do mundo. Apesar da delicada conjuntura internacional, nossa economia continua firme e superando desafios. Acabamos de dar uma prova contundente. No segundo trimestre, fomos uma das economias que mais cresceu no mundo”, destacou.

Investimentos na Defesa
O Governo Federal está investindo R$ 14,5 bilhões na modernização dos equipamentos e veículos do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. Com o objetivo de reforçar a segurança, os investimentos são em projetos estratégicos da Defesa e fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Na área da Marinha, os recursos do PAC estão inseridos no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), destinado à construção de submarinos convencionais e à propulsão nuclear, além do Programa Nuclear da Marinha. Para Força Aérea Brasileira, o investimento será feito para aquisição do avião cargueiro militar KC-390, desenvolvido pela Embraer.

Já o Exército Brasileiro contará com a inclusão de radares de vigilância e monitoramento das fronteiras terrestres a partir do sistema chamado Sisfron, os blindados Guarani e o Sistema Astros de Defesa Antiaérea.

Veja a íntegra do pronunciamento de Dilma

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