Número de cheques sem fundo cai ao nível de fevereiro do ano passado

Economia continua contrariando expectativas negativas. Cautela do consumidor e melhor renda dos trabalhadores explica queda dos cheques voadores.

:: Da redação17 de outubro de 2013 15:23

Número de cheques sem fundo cai ao nível de fevereiro do ano passado

:: Da redação17 de outubro de 2013

Número de cheques sem fundo representa
1,81% do total

Mais um dado da economia do País corre o risco de ser apresentado nos jornais de amanhã como “surpreendente”: contrariando as expectativas plantadas diariamente por “analistas” do mercado financeiro, o número de cheques sem fundo emitidos no País atingiu seu menor volume, desde fevereiro de 2011. Segundo dados divulgados na manhã desta quinta-feira (17/10) pela empresa avaliadora de risco Serasa Experian, apenas 1,81% do total de pagamentos feitos com cheques não contava com recursos suficientes em conta corrente.

No histórico do Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos, trata-se do nível mais baixo desde fevereiro de 2011, quando 1,83% dos pagamentos feitos com cheques não foram honrados. Em agosto, foi registrado 1,87%, a mesma taxa de setembro de 2012.

Para os economistas da empresa, a queda encontra explicações no comportamento mais cauteloso dos consumidores em contrair dívidas e na melhoria das condições econômicas dos trabalhadores diante da diminuição na taxa de desemprego e da queda no ritmo de inflação.

No acumulado do ano, a inadimplência com cheques mantém-se praticamente estável. De janeiro a setembro, foram devolvidos 2,02% dos documentos, ante 2,03% em igual período do ano passado. O estado de Roraima registrou o maior percentual (10,73%), enquanto o menor no ranking foi verificado no estado do Amazonas, com 1,39%. Por região, o Norte lidera a lista, com  4,38% dos cheques devolvidos. O Sudeste aparece no outro extremo, com o índice mais baixo (1,58%).

O Norte do país também foi a região com a maior emissão de cheques sem fundos em setembro (4,12%), seguido pelo Nordeste (3,81%) , o Sul (1,71%) e o Sudeste (1,40%). Por estado, o maior percentual foi registrado em Roraima (9,97%).

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