economia

O novo Imposto de Renda: corrigindo injustiças históricas

O segundo artigo da série sobre as mudanças no IR explica como será a nova tabela, que aumenta tributação da alta renda para beneficiar quem ganha menos

Site do PT

O novo Imposto de Renda: corrigindo injustiças históricas

Com as mudanças no IR, trabalhadoras e trabalhadores terão mais dinheiro no bolso

O projeto governamental de mudança nas regras do Imposto de Renda, isentando totalmente quem recebe até R$ 5 mil e aumentando a alíquota dos mais ricos, é mais do que uma evolução do modelo atual: trata-se de uma verdadeira revolução, que irá colocar mais dinheiro no bolso de quem mais necessita. 

A corajosa medida apresentada pelo presidente Lula e o ministro da Fazenda Fernando Haddad corrige uma injustiça que perdura desde sempre no país, a de que a base da pirâmide social paga muito imposto e o topo, quase nenhum. “Não vai machucar ninguém, não vai deixar ninguém pobre. Não vai fazer com os que contribuem deixem de comer a sua carne, a sua salada, o seu camarão, a sua lagosta, o seu filé mignon, mas vai permitir que o pobre possa comer um pouco de carne”, esclareceu recentemente o presidente. 

A correção da tabela do IR faz parte das propostas apresentadas por Lula durante sua vitoriosa campanha presidencial. E agora pode sair do papel, depois da tramitação no Congresso Nacional. Medida semelhante foi prometida em 2018, pelo então candidato Jair Bolsonaro Como bem sabemos, nenhuma conversa a respeito foi adiante. 

O novo Imposto de Renda: mais justiça tributária

Nova tabela

Durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, a tabela do IR não sofreu alterações. Os dois governantes fizeram mandatos nos quais defenderam os privilégios da elite e suprimiram direitos dos trabalhadores.

No entanto, com o retorno de Lula ao poder, esse quadro começou a mudar. A partir de 2023, o presidente aumentou progressivamente a faixa de isenção, que desde 2024 passou a ser de 2 salários mínimos. Esse foi o primeiro passo em direção à justiça tributária que se consolidará com a aprovação da nova proposta.

Em 2026, a tabela será ajustada para incluir a isenção total aos trabalhadores que recebem até R$ 5 mil e parcial até R$ 7 mil. A partir desse teto, a tributação progressiva segue normalmente.

Já entre as pessoas de alta renda, o percentual será crescente, de zero a 10%, para quem recebe anualmente entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão. Para quem ganha acima desse teto, o imposto mínimo será de 10%. 

Os impactos dessas medidas atingirão tanto a base quanto o topo da pirâmide social, ajudando a construir um país cada vez melhor e mais justo.

IR: “Estamos corrigindo uma injustiça tributária”, afirma o ministro Haddad

Tributando poucos, isentando muitos

Com a nova tabela do Imposto de Renda, 10 milhões de contribuintes serão beneficiados. Somados aos 10 milhões que já foram contemplados desde as primeiras mudanças implementadas por Lula, a partir de 2023, chega-se a um total de 20 milhões de trabalhadores favorecidos. 

O déficit gerado por essas isenções será coberto pela maior imposição das 141 mil pessoas mais ricas do país. Vale ressaltar que elas não serão excessivamente taxadas. E lembrar que algumas apenas agora passarão a pagar impostos, o que é um dever de todo cidadão. 

Ainda ficou com dúvidas? Baixe a cartilha do Ministério da Fazenda com todas as explicações sobre o novo Imposto de Renda.

To top