Força do trabalhador

O tiro saiu pela culatra; Lula arrebentou, afirma bancada

"O que vimos demonstrado é que existe uma perseguição jurídico-midiática ao ex-presidente, com o objetivo de criminalizar os movimentos sociais, os partidos de esquerda e o campo progressista", afirmou o senador Pimentel
:: Da redação11 de maio de 2017 18:32

O tiro saiu pela culatra; Lula arrebentou, afirma bancada

:: Da redação11 de maio de 2017

“O tiro saiu pela culatra. Se era pra ser mais uma espetacularização com cobertura midiática, não conseguiram!” afirmou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) em seu perfil de Facebook comentando o depoimento do presidente Lula, ontem em Curitiba. No plenário do Senado Federal, a senadora também destacou “a firmeza do Presidente Lula, a forma esclarecedora como ele respondeu a todas as perguntas do juiz Sergio Moro e também dos procuradores que estavam lá”. Para Gleisi, o presidente não deixou de falar a respeito de nenhum tema.

“Ele foi muito contundente em seu depoimento. O presidente Lula arrebentou. Foi um dia histórico. Sensação de vitória. Nós vamos reconquistar a democracia”, definiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) em seu perfil de Facebook. Também no plenário do Senado Federal, nesta quinta-feira, Lindbergh disse estar “convencido de que eles estão com um “problemaço” nas mãos”. “Cadê as provas? Como vão condenar Lula sem provas nesse momento?”, questionou ele.

“O presidente Lula saiu-se muito bem, respondeu a todas as perguntas com a segurança e a serenidade dos inocentes, mostrando que é vítima de perseguição política disfarçada de processo judicial”, avaliou a senadora Regina Souza (PT-PI). “E a presença de brasileiros de todo o país mostrou como uma causa justa, como a defesa de Lula, é capaz de mobilizar multidões”, destacou ela.

O senador José Pimentel (PT-CE), por sua vez, disse que “o ex-presidente Lula deixou claro, em seu depoimento, que não cometeu qualquer ilegalidade”. “O que vimos demonstrado é que existe uma perseguição jurídico-midiática ao ex-presidente, com o objetivo de criminalizar os movimentos sociais, os partidos de esquerda e o campo progressista”. Segundo Pimental, “a elite brasileira não perdoa os avanços sociais conquistados nos governos petistas”.

Para o senador Jorge Viana (PT-AC), o presidente Lula pôde responder a uma série de questões que estavam fora do processo. “Acho que depois de muitas versões, de muitas agressões, de uma verdadeira perseguição, que nenhum outro líder político neste País viveu, o Presidente Lula pôde falar direto, sem interrupção”. “Agora nós, todos os brasileiros estamos tendo contato e tendo a possibilidade de ouvir, de levar em conta o posicionamento do ex-Presidente Lula”, diz Viana.

O depoimento de Lula contribuiu para demonstrar a força da classe trabalhadora e a incapacidade da elite para governar o Brasil. “O depoimento veio provar mais uma vez que se a elite brasileira não tem competência pra consertar este país, o metalúrgico de quarto ano primário vai provar que é possível consertar este país!”, disse a senadora, citando fala de Lula ao final do depoimento. Fátima também lembrou que Lula anunciou em Curitiba estar se preparando para concorrer a presidência.

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