OCDE prevê que Brasil deve crescer 4% em 2013, superando alta da Rússia

:: Da redação27 de novembro de 2012 15:53

OCDE prevê que Brasil deve crescer 4% em 2013, superando alta da Rússia

:: Da redação27 de novembro de 2012

Em 2014, o PIB do país crescerá 4,1% segundo previsão da organização

Relatório divulgado, nesta terça-feira (27/11), pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 4% em 2013 e 4,1% em 2014. O documento destaca ainda o salto que a economia do País experimentará do 1,5% previsto para 2012.

O último relatório de perspectivas da indica que no Brasil já se vivem as consequências dos estímulos fiscais e monetários definidos pelo governo como a exemplo das desonerações e estímulos a produção e investimentos promovidos também pelo Plano Brasil Maior. O relatório cita ainda os benefícios que serão obtidos com as medidas destinadas a reduzir a carga fiscal e a complexidade do sistema tributário, assim como da contenção no crescimento dos salários e da aplicação de reformas dos mercados financeiros em longo prazo.

A expectativa de que o crescimento atinja níveis acima das dos últimos anos e superiores à tendência esperada. O crescimento global da economia, a desvalorização do Real e as recentes medidas aplicadas pelo Executivo terão como consequência benefícios para o crescimento econômico local, acrescentou a OCDE.

Além disso, o documento faz referência aos benefícios que o Brasil obterá durante os próximos dois anos como consequência da organização de grandes eventos esportivos, como os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa de 2014.

Com relação à inflação, estima-se que a taxa em 2012 e 2013 ficará em 5,3% e a redução só ocorrerá em 2014. A Organização considera que o risco que aumentem os preços procederá dos das matérias-primas, embora os cortes anunciados nos da energia poderiam compensar essas tensões de alta. Os analistas da OCDE estimam que os custos da eletricidade baixarão no Brasil, como consequência da redução de impostos sobre o serviço e como efeito das revisões dos contratos de concessões que estão pendentes. Além disso, outro estímulo será decorrente dos planos de investimentos em infraestruturas anunciados pelo Executivo da presidente Dilma Rousseff, que terão como consequência a melhoria de estradas, ferrovias e aeroportos.

Crescimento Global

A OCDE cortou suas previsões para o crescimento global, alertando que a crise da dívida na zona do euro é a maior ameaça à economia mundial. A OCDE pediu que os bancos centrais se preparem para mais afrouxamento monetário excepcional se os políticos não conseguirem dar respostas críveis à crise da dívida.

O órgão sediado em Paris, em seu relatório semestral Perspectivas Econômicas, previu que a economia global crescerá 2,9% este ano, antes de expandir 3,4% em 2013. A estimativa marcou uma forte queda desde a última projeção da OCDE em maio, de 3,4% para este ano e de 4,2% em 2013.

A taxa de crescimento prevista para o Brasil neste ano é e a menor dos Brics. Para a China, a OCDE espera um avanço de 7,5% em 2012, seguido por altas de 8,5% do PIB em 2013 e de 8,9% em 2014. A Índia deve acelerar-se de 4,5% neste ano para 5,9% em 2013 e 7,0% em 2014, enquanto a Rússia deve crescer 3,4% em 2012, 3,8% em 2013 e 4,1% em 2014. Já a África do Sul deverá avançar 2,6% em 2012, 3,3% em 2013 e 4,0% em 2014.

Com agências onlines

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