Segunda onda

OMS pede seriedade ao Brasil sobre segunda onda da Covid-19

E alerta: “O número de casos estava diminuindo, mas em novembro os números voltaram a subir. O Brasil precisa levar muito, muito a sério esses números. É muito, muito preocupante”, disse Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde
:: Da redação1 de dezembro de 2020 14:45

OMS pede seriedade ao Brasil sobre segunda onda da Covid-19

:: Da redação1 de dezembro de 2020

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu seriedade ao governo brasileiro, ao considerar o aumento no número de casos de Covid-19. A declaração aconteceu nesta segunda-feira (30).

“O Brasil teve seu ápice em julho. O número de casos estava diminuindo, mas em novembro os números voltaram a subir. O Brasil precisa levar muito, muito a sério esses números. É muito, muito preocupante”, disse Tedros.

O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, médico e ex-secretário de Saúde de Sergipe, se mostrou igualmente preocupado, e chamou o presidente de irresponsável.

“Precisamos levar a situação a sério. Temos que curar o mundo enquanto nos resta saúde. Podemos chegar a ter mais vítimas da Covid a mortos na Segunda Guerra. Não podemos voltar à normalidade enquanto a segunda onda da pandemia devasta vidas. Bolsonaro é um irresponsável!”

Já o senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou que “nas últimas 24 horas, foram registradas 317 mortes e 22.622 novos casos. As UTIs estão lotadas. Os governos federal, estaduais e municipais não podem negligenciar a situação”.

Paim destaca, ainda, a declaração da Organização das Nações Unidas (ONU), que alertou para a crise econômica e social que se avizinha, a maior e mais profunda desde a última grande guerra.

“Cerca de 235 milhões de pessoas serão atingidas por uma crise humanitária. Haverá perda da renda e aumento da pobreza e da miséria”.

Alta transmissibilidade

Segundo levantamento da agência ‘Reuters’, o Brasil ocupa o terceiro lugar no mundo em número de contágios diários, atrás da Índia e dos EUA. De acordo com a média semanal calculada pela agência, o Brasil está com uma taxa de contaminação cujo pico é de 76%. Ou seja, ainda distante de atingir o ápice de infecções.

A porcentagem desse pico que um país informa atualmente nos dá uma ideia melhor de quão longe está de conter a propagação do vírus em relação aos piores dias de seu surto”, explica a Reuters.

Na semana passada, o Imperial College de Londres detectou que a taxa de transmissão (Rt) do país atingiu a maior alta desde o mês de maio. Segundo a universidade britânica, o  índice chegou a 1,30, o que corresponde a uma contaminação de 100 pessoas para outras 130.

“Os países precisam atacar os casos que ressurgem para que eles não se propaguem”, observou Maria van Kerkhove, do Programa de Emergências da OMS, frisando que as orientações valem para todos os países. “Uma vez que você reduz o número de casos, você precisa manter esse número baixo”. O mundo já passa dos 63,8 milhões de casos e quase 1,5 milhão de mortes em decorrência do vírus.

Ocupação de leitos também preocupa

Em São Paulo, a taxa de ocupação de leitos de UTI da rede particular atingiu 84% enquanto no Rio de Janeiro, a rede pública tem 93% de ocupação de leitos no município. Segundo a prefeitura, a taxa de ocupação nos leitos de enfermaria é de 77%. Centenas de pacientes aguardam vaga para obter um leito. O número de pacientes internados subiu mais de 40% em um mês.

Já Santa Catarina chegou a 86,2% dos leitos intensivos ocupados. As três maiores cidades da região estão com lotação máxima nos hospitais públicos. Manaus (AM), Macapá (AP), Vitória (ES), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) também têm taxas de ocupação acima de 80%.

Com Agência PT de Notícias

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