Para Gleisi,autorizar abertura de investigação contra Richa mostra equilíbrio

:: Da redação2 de fevereiro de 2016 17:44

Para Gleisi,autorizar abertura de investigação contra Richa mostra equilíbrio

:: Da redação2 de fevereiro de 2016

Gleisi: “Acho que precisa acontecer o mesmo em relação a São Paulo”A autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ) às investigações contra o governador Beto Richa (PSDB) significa que “as situações começam a se igualar”, avalia a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). “Todas as denúncias precisam ser investigadas e não é porque o governador paranaense é do PSDB que ele deveria ser isentado dessa situação”, afirmou Gleisi.

Nesta terça-feira, o STJ autorizou a investigação sobre Richa, pedida pela Procuradoria-Geral da República no âmbito da “Operação Publicano”, que apura casos de corrupção contra a Receita Estadual do Paraná. O Ministério Público aponta que o esquema movimentou cerca de R$ 750 milhões ilegalmente. Um dos delatores da operação afirmou que parte do valor desviado teria sido destinado para a campanha de reeleição de Richa em 2014.

Para Gleisi, além das repercussões objetivas da autorização das investigações, a decisão do STF expressa também a reafirmação de que denúncias fundamentadas não podem ser ignoradas ou tratadas seletivamente. “As situações começam a ter tratamentos semelhantes. Acho que precisa acontecer o mesmo em relação a São Paulo”, defendeu a senadora. Naquele estado, além das graves denúncias sobre o cartel dos trens, pouco acompanhadas pela imprensa, um escândalo de desvio de recursos da merenda escolar acaba de vir à tona.

As investigações sobre o esquema contra a Receita do Paraná estão sob segredo de justiça. A Operação Publicano foi deflagrada em março de 2015 e já prendeu dezenas de investigados. De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), os auditores fiscais envolvidos não faziam as fiscalizações corretamente e não autuavam as sonegações. Depois, a quadrilha cobrava propina de empresários para anular débitos e reduzir, por meio de fraudes, o valor dos impostos. Até agora, 60 fiscais foram demitidos por envolvimento com as irregularidades.

 

Segundo o delator do esquema, Luiz Antônio de Souza, parte do dinheiro desviado era destinada a campanha de reeleição do governador do Paraná. 

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