Para Lula e Hollande, saída para a crise é o crescimento

No encontro, os dois líderes debateram temas relevantes para combater a crise financeira e o papel das esquerdas.

:: Da redação22 de junho de 2012 13:13

Para Lula e Hollande, saída para a crise é o crescimento

:: Da redação22 de junho de 2012

O presidente da França, François Hollande, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniram nesta quarta-feira (20/06) num encontro de amigos. Hollande veio trazer ao ex-presidente brasileiro votos de pronta recuperação da saúde. Lula parabenizou o presidente francês por sua vitória nas eleições de maio, que o levaram à Presidência, e nas eleições legislativas que deram a ele maioria no Parlamento.

No encontro, além dos temas da Conferência Rio+20, Lula e Hollande debateram a gravidade da crise financeira e o papel das esquerdas europeias e latinoamericanas na definição de alternativas políticas e econômicas para a superação das dificuldades colocadas por décadas de domínio de políticas conservadoras.

O ex-presidente Lula considerou que a vitória de Hollande favorece a adoção de medidas para enfrentar os desafios que se colocam para o mundo em geral, e para a Europa em particular, após esse período prolongado de imposição de soluções ortodoxas para uma crise que decorre fundamentalmente da desregulamentação do capital financeiro mundial.  Reiterou sua opinião de que políticas de austeridade não são suficientes para equacionar os problemas que a Europa acumulou nos últimos anos. Ambos concordaram que é preciso propor medidas corajosas e vencer os desafios sociais, políticos e econômicos que se colocam ao mundo: resolver a crise do emprego, combater a pobreza e dar à juventude esperança de futuro.

O presidente francês elogiou os governos progressistas da América Latina, que adotaram medidas para a superação da crise sem comprometer o crescimento e distribuindo renda. Lula, por sua vez, considerou que a vitória de Hollande abre uma nova perspectiva para a esquerda europeia, que deve aproveitar esse momento e rediscutir o seu papel no continente.

Fonte: Instituto Lula

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