Para não atrasar cronograma, Humberto quer cancelar oitiva

“Acredito que até o final de junho teremos votado no Conselho o arquivamento do processo ou alguma punição ao senador Demóstenes”, declarou.

:: Da redação16 de maio de 2012 15:35

Para não atrasar cronograma, Humberto quer cancelar oitiva

:: Da redação16 de maio de 2012

Relator do processo contra o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) no Conselho de Ética, o senador Humberto Costa (PT-PE) acha desnecessário marcar uma nova data para o depoimento ao Conselho de Ética dos procuradores federais Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela Operação Monte Carlo. Humberto prefere manter o calendário de audiências, que termina com o depoimento de Demóstenes no dia 28/05 e garantir e a votação de seu relatório até o final do mês de junho – antes do recesso parlamentar. Na tarde desta quarta-feira (16/05), ele defenderá essa tese durante a reunião do Conselho.

“A minha proposta ao Conselho de Ética é de que nós dispensemos a vinda dos procuradores para que nós não venhamos a alterar o cronograma que estabelecemos. Se assim agirmos, acredito que até o final do mês de junho nós já teremos votado no Conselho o arquivamento do processo ou a aplicação de alguma punição ao Senador Demóstenes”, declarou o relator do processo.

No caso da CPMI, porém uma nova data para o depoimento dos procuradores deve ser marcada. A expectativa é que ele aconteça na primeira semana de junho.

A previsão era de que os procuradores estivessem esta quarta-feira (16/05) no Conselho de Ética e, amanhã, (17/05), na CPMI que investiga as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos – o Carlinhos Cachoeira. Porém, eles pediram o adiamento dos depoimentos alegando que a primeira audiência do caso foi marcada pela Justiça Federal em Goiânia (GO) para 31 de maio. Até lá, ressaltam, não podem tratar do assunto.

Em documento encaminhado à presidência da CPMI, requerendo o adiamento, os responsáveis pela investigação que resultou na prisão do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e outras 81 pessoas, informam que se houvesse a manifestação dos dois na CPMI, eles estariam automaticamente impedidos de atuar na audiência de instrução. Nesse caso, novos procuradores seriam indicados para presidir o inquérito, com menos de duas semanas para se inteirar de todo o processo.

 

A assessoria do Conselho de Ética afirma, porém, que haverá sessão nesta terça-feira, para deliberar sobre requerimentos. Essa também é a agenda prevista para a quinta-feira (17/05) na CPMI. Na próxima terça-feira (22/05) a CPMI deve ouvir o depoimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Giselle Chassot e Eunice Pinheiro

Ouça a entrevista do senador Humberto Costa
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